— Não é preciso escrever cousa alguma, meu caro; entretanto, quando esteve na Europa, enviou lindas cartas aos amigos e... — Quem as leu? — Os amigos, certamente; e, demais, é um médico de grande clínica. Não é bastante?
— Qual laboratório! Qual nada! Tudo isto é pomada! Vou mandar chamar o Nicodemo. Conhece? Pois trata toda a espécie de moléstias de animais com sangria ou óleo de andaiaçu.
A gente folheia o troço, bocejando, fazendo caretas, admite enfim que a leitura é desnecessária; solta-o, pega um papel, rabisca um título, um pseudônimo, um zero, às vezes qualquer reflexão enérgica.
A glória das letras só as tem, quem a elas se dá inteiramente; nelas, como no amor, só é amado quem se esquece de si inteiramente e se entrega com fé cega.