Quanto ao tipo de operação [para úlcera péptica perfurada], muito depende do estado do paciente e da experiência do cirurgião. O operador ocasional pode ter de se contentar com a simples sutura da perfuração, mas o cirurgião mais experiente, se for sábio, acrescentará uma gastroenterostomia e assim garantirá melhores resultados; enquanto o especialista em cirurgia abdominal pode até ousar uma ressecção ou piloroplastia...
Original: As to the type of operation [for perforated peptic ulcer], much depends on the state of the patient and upon the experience of the surgeon. The occasional operator may have to contend himself with simple suture of the perforation, but the more experienced surgeon, will, if he is wise, add a gastro-enterostomy and thus ensure better results; while the specialist in abdominal surgery may even venture resection or pyloroplasty...
Fonte: A Companion to Aphorisms & Quotations for the Surgeon — Estômago, Duodeno e Esôfago
[Em úlceras pépticas perfuradas]: Deve-se lembrar que o exsudato nos casos iniciais é estéril ou quase, e a reação peritoneal é uma resposta à irritação química pelo conteúdo gástrico e duodenal, e não o resultado de uma invasão bacteriana.
A complacência e a satisfação presunçosa são sinais de alerta da decadência, assim como o descontentamento saudável e a introspecção e autocrítica construtivas são indicações da vontade e do desejo de aprimoramento.
A complicação mais temida é a pneumonia; esta pode frequentemente ser evitada, se me permitem dizê-lo, administrando-se atropina... e colocando o paciente em uma varanda aberta, onde possa usufruir de bastante ar fresco. Não encontrei grande utilidade na administração de oxigênio nessas circunstâncias; na verdade, tende a ser prejudicial, pois frequentemente incomoda o paciente e interfere no sono.
...não há base para se defender um único tipo de operação para os cânceres operáveis da mama, tampouco para se adotar uma política geral, a favor ou contra, no que diz respeito à irradiação, à remoção das glândulas endócrinas ou à terapia endócrina. Cirurgia, irradiação e terapia endócrina são espadas de dois gumes que tanto prejudicam quanto beneficiam. O desafio para o cirurgião é controlar o câncer da melhor forma possível e fazê-lo com o menor dano possível.