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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 13 minutos 26 segundos atrás

Trombose Venosa Profunda (TVP)

seg, 05/22/2017 - 19:11

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

 

A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.

 

Complicações ligadas à trombose venosa:

 

Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.

 

Qual a origem da TVP?

 

A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:

  • Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
  • Traumatismos, principalmente associado a fratura
  • Câncer em atividade
  • Imobilização prolongada
  • Insuficiência cardíaca
  • Trombose venosa prévia
  • Gestação no último trimestre, e logo após o parto
  • Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
  • E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção

 

Quais são os sintomas da TVP?

 

Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.

 

Como se trata a TVP?

 

A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.

Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.

 

Dica:

 

Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

Veja no vídeo o coágulo se formando. Veja os sintomas da trombose venosa.

A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

 

 

Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

Tags: vascularvenosotrombose
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Endarterectomia de Carótida

sex, 05/19/2017 - 19:18

É a retirada da placa aterosclerótida da carótida através de cirurgia aberta. É indicada quando há estenose ou estreitamento da artéria que leva sangue para o cérebro. O tratamento visa evitar o derrame.  Existem várias técnicas, e todas tem o objetivo de desobstruir a artéria que leva sangue ao cérebro e impedir sua oclusão. É uma cirurgia preventiva, ou seja, tem o intuito de prevenir o derrame.

Veja no video a seguir como é feito o procedimento:

Veja também

arterialartériacarótidacirurgia aberta
Categorias: Medicina

Teste de Estresse

seg, 05/15/2017 - 17:41

O primeiro passo para demonstrar o estresse é reconhecer sua existência: admitir que se trata de uma doença é vital para se combatê-la. Avalie regularmente seu nível de estresse quantificando as afirmações deste questionário que mais se aproximem de sua experiência real.

Este teste não leva mais do que 5 minutos.

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Tags: testeestresse
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Derrames e carótida Dr Alexandre Amato

sex, 05/12/2017 - 17:35

 

Transcrição: Olá, sou doutor Alexandre Amato, sou cirurgião vascular do Instituto Amato. E hoje vamos falar sobre derrame e a carótida. O derrame (AVC) todo mundo já ouviu falar de uma maneira ou de outra já sabe mais ou menos o que que é. Agora, o que é a carótida e qual a relação entre os dois? Bom, o AVC o derrame é uma maneira ou de outra a falta da irrigação ou uma isquemia de uma parte do cérebro e onde o cérebro deixa de funcionar, a carótida é a artéria que passa pelo pescoço e leva o sangue ao cérebro, essa artéria nós temos dos dois lados as artérias carótidas e as artérias vertebrais, são as 4 principais artérias que irrigam o nosso cérebro, quando nós temos um entupimento ou uma estenose ou uma placa de aterosclerose nessa artéria nós podemos ter uma diminuição da irrigação do cérebro e também pequenas embolizações, pequenas as partículas que vão para o cérebro e que podem diminuir a irrigação lá em cima. Então, o que que é a placa? A placa aterosclerótica nada mais é do que uma oclusão gradual dessa artéria até um ponto em que ela pode ocluir por completo. Essa placa ela não aparece da noite para o dia, é uma doença que ocorre lenta e progressivamente, normalmente está associada a todos os fatores de risco da aterosclerose, como cigarro e hipertensão e alimentação muito gordurosa, tudo isso está relacionado com a formação da placa, mas um aspecto muito importante que as pessoas não entendem é, quando fazem o exame identificam essa placa aterosclerótica na carótida e já começa a ser associado com a ideia do AVC, com a ideia do derrame. Na realidade a identificação dessa placa dessa estenose ela não significa que o paciente vai ter um AVC, essa é uma das grandes vantagens da medicina atual é quando a gente identifica a doença num paciente assintomático, que não tenham o sintoma ainda da doença e é aí que a gente pode atuar para prevenir a evolução para um AVC o derrame. Então quando a gente identifica a estenose em um momento assintomático em que o paciente não percebeu ainda que tinha essa lesão, esse é um momento bom em que a gente pode começar o tratamento, porque não aconteceu nada não teve o derrame, não teve um AVC ainda. Obvio, também tem os casos em que já ocorreu, mas hoje eu estou falando sobre os pacientes assintomáticos. Então, identificado a doença existe o tratamento clínico e o tratamento cirúrgico. O tratamento clínico consiste em medicações principalmente para tratar os fatores de risco, parar com os hábitos de vida deletérios, como o cigarro principalmente, melhorar a alimentação e dependendo do grau de estenose, veja bem, aqui nessa placa ela pode estar tão ocluída que pode ser necessário já alguma cirurgia. E hoje em dia nós temos a cirurgia aberta mas temos também a cirurgia endovascular. A cirurgia aberta consiste em um corte no pescoço, onde a gente retira essa placa e abre o caminho para um fluxo adequado para o cérebro ou a cirurgia endovascular que é um pequeno furinho nessa ateria, na artéria da virilha normalmente e que a gente coloca um stent e esse stent vai abrir essa artéria novamente. Então, identificado o problema não é para entrar em desespero, a estenose de carótida ela deve ser acompanhada pelo cirurgião vascular, quando identificada no paciente assintomático que não teve o derrame não teve o AVC ainda, há muito a ser feito. Então, o tratamento Clínico consiste principalmente no controle dos fatores de risco então, tabagismo parar de fumar imediatamente e controle das outras doenças associadas e alguns medicamentos para estabilização dessa placa, mas se a estenose ou a placa já foi muito grande, já tiver muito apertada, estiver passando pouco sangue ou essa placa for de alto risco para a embolização, pode ser necessário a cirurgia. Lembrando que eu estou sempre aqui para tirar as suas dúvidas. Esse foi um assunto muito pedido nas nossas redes sociais, entre você também nas nossas redes sociais solicite um assunto da competência vascular e compartilhe o nosso vídeo. Muito obrigado.

 

Veja também:

Entrevista sobre AVC

O que é o derrame?

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Categorias: Medicina

Embolização de miomas

qua, 05/10/2017 - 22:39
Embolização de miomas

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Os critérios para indicação da cirurgia e regras para a liberação dos convênios foi bem estabelecida pela ANS.

 

 

Se você é médico e deseja se informar sobre a embolização de miomas, a equipe Vascular.pro criou um curso médico online gratuito sobre a embolização de miomas.

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O que é derrame?

qua, 05/10/2017 - 22:36

O derrame é para o cérebro o que o infarto é para o coração. Em ambas as situações uma artéria que irriga o órgão, levando nutrientes para ele, é obstruída, causando o sofrimento de suas células pela falta de oxigênio em um processo chamado isquemia, que pode levar a morte e a perda do tecido.

Veja seu risco de ter doença carotídea.


Esse evento no cérebro é chamado acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE) e é a principal causa de morte no Brasil. Existem dois tipos de derrame: o isquêmico (a maioria dos casos) e o hemorrágico. Este último é causado pelo sangramento de uma artéria (normalmente uma artéria que tem uma porção dilatada, isto é, um aneurisma). O sangue preenche o espaço que recobre o tecido nervoso, aumentando a pressão sobre ele. São condições associadas ao AVC hemorrágico o tabagismo, a pressão alta, o alcoolismo e algumas doenças genéticas. O evento pode ser desencadeado por esforço físico e se manifesta subitamente com forte dor de cabeça, vômitos e sonolência, podendo levar ao desmaio. É possível também que a pessoa apresente dificuldade de encostar o queixo no peito, como acontece na meningite. Essa é uma situação de emergência, que necessita de atendimento médico imediato.
Já o AVC isquêmico é causado pela obstrução de uma artéria que irriga o cérebro. Essa obstrução pode resultar da presença de uma placa de aterosclerose nessa mesma artéria ou em artérias distantes, ou da presença de trombos no coração. Mas como uma placa distante pode obstruir um vaso dentro do cérebro? Isso acontece por meio de êmbolos. 
O êmbolo é um pedacinho de um trombo ou restos de uma placa, presente em alguma outra parte do corpo, que se soltou e percorreu os vasos sanguíneos até alcançar o cérebro. O trombo inicial pode estar presente no coração ou em alguma outra artéria. Ele se forma em cima de placas de aterosclerose presentes nos vasos ou se forma devido à presença de determinados tipos arritmia do coração.
O derrame pode se manifestar de diferentes formas, dependendo de qual parte do cérebro não está mais recebendo sangue e oxigênio. O paciente pode não conseguir mexer os braços, apresentar dificuldade para falar, não conseguir sorrir, ter sensações estranhas do tipo formigamento nos membros, não conseguir caminhar, sentir tontura (“leveza”), os olhos podem desviar para os lados, as pálpebras podem ficar caídas. Pode ser que somente um desses sintomas esteja presente, entre outros possíveis. Essa também é uma situação de emergência, necessitando de atendimento médico imediato.
Nem sempre o evento pode ser evitado, mas manter um estilo de vida saudável com a prática regular de atividade física, uma alimentação balanceada e evitar o tabagismo, assim como manter sob controle outras doenças como pressão alta e diabetes, ajudam na prevenção da doença aterosclerótica e, consequentemente, do derrame.

 

avcderrameaterosclerose
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10 Mitos Sobre As Varizes

seg, 05/08/2017 - 13:08

Varizes são vasos sanguíneos levantados, grandes, inchados, tortuosos (que se torcem) e podem ser vistos através da pele. As varizes são uma condição comum, com 3 milhões de novos casos todos os anos nos Estados Unidos e com cerca de 25 por cento dos adultos sendo afetados (dependendo dos critérios até bem mais). Apesar do seu aspecto comum, muitas pessoas não estão familiarizadas com o quão problemáticas elas podem ser, o que as causa, e quem as adquire. Aqui, vamos repassar alguns mitos que cercam as varizes e esclarecer as coisas.
MITO: As varizes são apenas um problema cosmético
As pessoas tem muitas vezes a impressão de que as varizes são apenas um problema estético e, portanto, não necessitam de intervenção médica. Embora nem todo mundo vá experimentar outros sintomas, há um número significativo de pacientes que os desenvolvem. Os sintomas incluem cãimbras, sensação de peso, dores, inchaço e desconforto nas pernas. Você também pode experimentar pele seca e coceira perto das varizes. Varizes também te colocam em risco de formação de trombose venosa profunda. Sintomas menos comuns incluem a mudança de cor e espessamento da pele, úlceras e hemorragias. Qualquer dano de pele provocado por varizes é permanente. Portanto, se você tem varizes, é importante que você converse com seu médico sobre o tratamento venoso.
MITO: As varizes são inevitáveis
Algumas pessoas têm a impressão de que todo mundo tem varizes conforme ganha idade, e que apenas idosos ganham varizes. No entanto, enquanto o envelhecimento faz as varizes piorarem, nem todo mundo vai adquiri-las. Além disso, pessoas mais jovens também podem ter varizes. A principal causa das varizes é genética, então se você tem um membro da família com varizes, é mais provável que você vá desenvolvê-las e o tratamento precoce pode evitar as formas graves e avançadas da doença. Além disso, fatores hormonais, como gravidez e pílulas anticoncepcionais podem piorar as varizes. Elas não têm nada a ver com a idade.
MITO: Apenas mulheres tem varizes
As varizes são mais comuns em mulheres; no entanto, os homens também podem tê-las. Cerca de 25 por cento das mulheres lidam com varizes, enquanto aproximadamente 10% dos homens o fazem. Os homens às vezes tem receio de investigarem ou passarem o cirurgião vascular por pensarem em varizes como "problema de mulher". É um problema de saúde que faz com que homens e mulheres precisem de consulta com um profissional médico.
MITO: As varizes são causadas por correr demais
Há uma percepção de que correr faz com que se ganhe varizes. Na realidade, o exercício é algo positivo para as suas veias porque estimula o seu curso de circulação e melhora a principal bomba sanguínea periférica. Quando você caminha ou corre, faz seu músculo da panturrilha bombear mais sangue. Se você tem varizes e é um corredor, é vantajoso usar meias de compressão para evitar que seu sangue acumule. Além disso, após o exercício, é aconselhável elevar suas pernas.
MITO: As varizes podem sempre serem vistas
Enquanto você pode perceber as varizes bem debaixo da pele, elas também ocorrem mais profundamente no corpo, onde não podem ser vistas.  Por exemplo, se há tecido adiposo entre sua pele e músculo, você não poderá ver varizes por baixo. Varizes superficiais são apenas uma parte do quadro.
MITO: As varizes são causadas por ficar em pé o dia todo
Algumas pessoas acreditam que, se você tem um trabalho em que você necessita ficar em pé o dia todo, é mais propenso a desenvolver varizes, mas isto não é necessariamente verdade. Enquanto pessoas que ficam o dia todo em pé, tais como comissárias de voo, podem se sentir mais incomodadas por suas varizes, ficar em pé por muito tempo não foi provado como causa de varizes, e sim agravante e sintomático. Os sintomas são apenas mais aparentes se você está parado.
MITO: Não há nenhum ganho em fazer mudanças no estilo de vida
Se você tem varizes, existem algumas mudanças de estilo de vida que você pode fazer para aliviar seus sintomas. Por exemplo, a obesidade piora as varizes; Se você é obeso, perder peso pode ajudar a reduzir os sintomas das varizes. Além disso, tornar-se mais ativo pode ajudá-lo com suas varizes porque melhorará a sua circulação. Outros passos que você pode tomar para aliviar os sintomas de varizes incluem usar meias de compressão, elevar as pernas e o fortalecimento de suas panturrilhas.
MITO: Você precisa de cirurgia para tratar as varizes
No passado, a única opção de tratamento para varizes era a remoção cirúrgica, uma cirurgia para remover as veias do corpo. Agora, você tem muitas opções de tratamento minimamente invasivas, tais como a ablação com laser endovenoso e ablação térmica por radiofrequência, ambas as quais oferecemos no nosso centro de Cuidados Avançados para Veias. Estes tipos de procedimentos tratam varizes, mas não exigem muito tempo de recupertação, permitindo-lhe voltar para sua vida tão logo quanto possível.
MITO: As varizes são curáveis
Infelizmente, as varizes não são curáveis. Elas são tratáveis, mas podem reaparecer após o tratamento. Felizmente, o tratamento para varizes é eficaz em aliviar os sintomas e diminuir a sua aparência, então vale a pena investir no tratamento. Mas fique ciente de que elas podem reaparecer depois de algum tempo. O que nada impede de continuar o tratamento.

Tags: varizesvenosoveiavasinhos
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Gravidez e Varizes

seg, 05/01/2017 - 17:26

Varizes podem acontecer a qualquer um, mas elas são especialmente comuns em mulheres grávidas. Estes vasos sanguíneos inchados, com protuberâncias próximas da superfície da pele, ocorrem mais comumente nas pernas, mas também podem aparecer em outros lugares, na parte inferior do corpo e até mesmo em seu reto e vulva. Para muitas mulheres grávidas, estas veias desagradáveis são desconfortáveis ou as fazem se sentir constrangidas, mas você não tem que viver com elas para sempre. Neste artigo, nós veremos as informações críticas as quais você precisa saber sobre gravidez e varizes.

Por que mulheres grávidas ficam com varizes?

As varizes ocorrem porque o sangue começa a acumular nas veias, conforme o sangue luta para desafiar a gravidade e retornar de volta ao coração. Em mulheres grávidas, conforme o útero aumenta de tamanho com o bebê, coloca mais pressão sobre a veia cava inferior, a veia longa que corre ao longo do lado direito do seu corpo. Esta, por sua vez, coloca mais pressão sobre as veias em suas pernas. Além disso, quando você está grávida, há um aumento do volume de sangue em seu corpo. Além de tudo isso, seus níveis de progesterona ficam mais elevados, o que faz com que as paredes dos vasos sanguíneos relaxem. Eis porque as varizes são um problema comum durante a gravidez. Muitas mulheres desenvolvem varizes pela primeira vez quando estão grávidas, ou se elas já têm varizes, o problema se agrava conforme sua gravidez progride.

Algumas mulheres são mais propensas a desenvolver varizes durante a gravidez do que outras por causa da genética. Se um membro da sua família tem varizes, é mais provável que você as tenha. Além disso, se as tiver, geralmente pioram após cada gravidez e com a idade. Você também é mais propensa a desenvolver varizes, se você estiver com sobrepeso ou obesidade, estiver carregando gêmeos ou múltiplos ou se fica de pé regularmente por longos períodos de tempo.

Prevenção

Se você está grávida e preocupada com o desenvolvimento das varizes, existem várias maneiras para que você consiga impedi-las ou retardá-las. Claro, há tanta coisa que você pode fazer sobre algumas das causas das varizes, mas se você tomar certas medidas, você poderá ser capaz de, pelo menos, minimizar seu impacto.

Durma do lado esquerdo

Como dito acima, as varizes durante a gravidez são comuns porque o útero pressiona contra a veia cava inferior, que está no lado direito do seu corpo. Você pode aliviar alguma pressão desta veia dormindo do seu lado esquerdo, facilitando o fluxo de sangue.

Exercício diário

Uma das melhores maneiras para que você possa reduzir suas chances de adquirir varizes durante a gravidez é se exercitar todos os dias. Exercitando-se, você melhora a circulação nas pernas, facilitando que o sangue retorne ao seu coração e seja menos propenso a estagnar em suas veias. Incorpore trinta minutos de exercício moderado em sua rotina diária. Melhore a musculatura da panturrilha.

Elevar as pernas

Você também pode ajudar a sua circulação ao elevar as pernas. A cada três horas, faça uma pausa para sentar e levantar as pernas acima do coração. Quando em pé, alterne em qual perna você coloca o seu peso e tente não cruzar as pernas.

Controle seu peso

Excesso de peso coloca mais pressão sobre suas veias, tente não ganhar muito peso extra durante a gravidez. É normal e saudável, muitas vezes ganhar peso durante a gravidez, mas tenha cuidado. Fale com seu médico sobre quanto peso você deve ganhar.

Meias de compressão

Meias de compressão são uma ferramenta que muitas vezes usamos em nossa clínica de veias para melhorar o fluxo sanguíneo. Existem meias projetadas especificamente para as mulheres grávidas. Se você precisa de meias de compressão, nós podemos indicar aquelas feitas especificamente para você.

Evite a constipação

A constipação é comum durante a gravidez, mas pode agravar as varizes, então, tome medidas para impedi-la. Beba muita água, coma alimentos ricos em fibras e evite consumir muito sal. Se você precisa tomar um laxante para causar alívio, saiba que são seguros para uso durante a gravidez, mas converse com seu médico se você estiver preocupada.

 

Tratamento

Na nossa clínica de veias realizamos vários procedimentos para tratar as varizes, incluindo escleroterapia e ablação a laser endovenoso. No entanto, a cirurgia de veia não é recomendada para mulheres grávidas. Em geral, as varizes irão melhorar alguns meses após o nascimento, porque o útero já não vai pressionar tanto a veia cava inferior. No entanto, se você ainda tiver varizes de três ou quatro meses depois de ter tido seu bebê, você pode considerar receber um tratamento venoso. Se você tiver dado à luz recentemente e estiver preocupada com suas varizes, venha para uma consulta. Nosso cirurgião vascular vai trabalhar com você para determinar o melhor método de tratamento para as varizes. Contate-nos hoje para saber mais!

 

Leia também:

  Tags: gravidezvenosovarizes
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Angioplastia de carótida

seg, 04/24/2017 - 18:22
Angioplastia ou stent de carótida

A angioplastia é a cirurgia por meio de punções, ou seja, minimamente invasiva realizada para a desobstrução de artérias. É uma técnica simples, porém sofisticada, que, entre outros benefícios, previne a ocorrência de isquemia cerebral (derrame). Para realizar a angioplastia, um cirurgião vascular utiliza um cateter que é colocado dentro da artéria para abrir espaço e facilitar o fluxo sanguíneo.

 

A angioplastia é importante para que o sangue chegue ao cérebro adequadamente.

 

Leia nossa coletânea de perguntas frequentes sobre carótida e seus tratamentos.

 

A colocação de stent por método endovascular em carótida é normalmente acompanhado da angioplastia pré ou pós procedimento. Os pacientes que poderão fazer angioplastia pré procedimento são aqueles onde a estenose é tão grave que o material endovascular não passa pelo estreitamento, e aqueles que fazem pós procedimento o fazem para acomodar o stent na sua posição ideal. Apesar de ser pré e pós, ambas angioplastias são realizadas no mesmo ato cirúrgico.  A restauração do fluxo pela angioplastia e pelo stent  libera a passagem do sangue para o cérebro através da obstrução na artéria carótida. A aterosclerose, doença que mais acomete as carótidas, também ocorre muito frequentemente no coração, e a angioplastia de carótida possui um risco menor de infarto do que a cirurgia aberta de carótida. Mas a indicação do melhor tratamento deve ser realizada em conjunto com seu cirurgião vascular. 

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Como o estresse afeta o nosso corpo

seg, 04/10/2017 - 18:41
A cardiologista Dra. Marisa Amato (CRM 30.400) explica quais são os principais efeitos do estresse no organismo e como ele pode afetar algumas das nossas principais funções. Confira!   Link para o teste: https://www.amato.com.br/content/teste-de-estresse   ***** Transcrição: Eu sou Marisa Amato, sou professora livre-docente da Universidade de São Paulo e cardiologista aqui do Instituto Amado. E hoje nós vamos falar sobre um tema que afeta muitas pessoas que é estresse. O nosso corpo ele tá preparado para quando tem um medo, para quando tem um problema, quando precisa sair correndo para fugir ele desencadeia algumas reações para ter energia e força para conseguir vamos assim escapar do perigo, e isso nós chamamos de reação de alerta, ela é no momento do fato, no momento que o homem identifica esse problema ocorrem liberações no cérebro, essas liberações são hormônios que vão agir no organismo inteiro preparando o organismo, por exemplo, para uma fuga essas são as reações de alerta e elas são feitas elas ocorrem para pessoa ter um curto espaço de tempo desempenhar um exercício muito forte. Ela é uma reação normal e natural para durar pouco tempo e essas reações imediatas elas afetam principalmente o aparelho cardiovascular então, a frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial aumenta, capacidade respiratória aumenta aumentando o número de vezes que se respira e a profundidade para aproveitar melhor o oxigênio, há uma liberação de glicose do açucar no sangue para dar mais energia e há uma redistribuição do sangue, ou seja, os músculos que vão ser usados para uma luta, para uma corrida, para uma fuga eles recebem mais sangue nesse momento então há um rearranjo, uma redistribuição do sangue no organismo então, as pessoas ficam com as mãos com as  extremidades frias no momento de grande tensão, porque o sangue está indo nos órgãos que vão ser aproveitados de outra maneira. O que acontece nos dias de hoje, o que acontece para se viver numa civilização? Ninguém pode reagir um todo momento ao estresse que vive, e o que acontece? Esse estresse, essa tensão ela fica por muito tempo e esses hormônios que são liberados nesse momento para esse tipo de reação, eles permanecem no organismo, e se não se dá uma solução para o problema, eles continua agindo em nosso organismo. Então, as principais doenças causadas pelo estresse contínuo, constante por essa resistência ao estresse são as doenças do aparelho cardiovascular. Do ponto de vista da parte psicológica o estresse ele afeta muito, ele causa irritabilidade, insônia, diminui a capacidade de trabalho das pessoas, é isso essa angústia e tudo isso acaba levando a obesidade, a pessoa come compulsivamente e uma série de problemas, a obesidade acaba levando a diabetes, e entramos num ciclo vicioso aí as vezes a origem de tudo isso foi é apenas o estresse. Esse período de resistência que o organismo tem ao estresse, ele tem um limite chega um momento em que os órgãos entram em falência e não dão conta mais dessa adaptação e os problemas se tornam muito mais sérios podendo chegar até a morte. Eu digo para as pessoas dê um jeito de controlar o seu estresse, porque vai ter um momento que ele vai controlar você, e existem diversas técnicas para amenizar o que nós vivemos no dia de hoje. Temos uma maneira de avaliar o grau de estresse, quem se interessar pode entrar no site e calcular o grau de estresse. Se você gostou desse vídeo, compartilhe com seus amigos, e se quiser saber outros temas inscreva-se nosso site. Tags: estressecardiologiaprevenção
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Embolização de mioma

seg, 04/10/2017 - 18:10

O dr. Alexandre Amato explica as possíveis complicações da Embolia de Miomas e o que ela pode causar na paciente. Assista ao vídeo e saiba mais! O Dr Alexandre Amato é angiorradiologista e realiza embolização de mioma em regime de hospital dia.

 

 

**** Transcrição: Olá, sou Alexandre Amato, sou cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato, e hoje vou falar só sobre a embolização de mioma. As mulheres principalmente que estão na fase fértil, elas têm a influência hormonal e podem desenvolver os miomas no útero, os miomas muitas vezes são assintomáticos, ou seja, não causam sintoma nenhum, mas algumas vezes podem causar dor, sangramentos, dismenorreia, ou seja, aquela menstruação ou no volume muito grande ou associado a dor. Os miomas possuem vários tratamentos, entre eles a embolização de mioma é o tratamento realizado pelo cirurgião endovascular, no qual a gente faz um pequeno furinho na virilha e vai com o cateter até a artéria uterina, a gente vai soltar algumas bolinhas, que vão cortar a nutrição desse mioma. Esse mioma vai acabar recebendo menos sangue e com menos sangue ele vai acabar murchando e diminuindo. A ideia da embolização de mioma é diminuir a sintomatologia, diminuir os sintomas que as mulheres sentem com esses miomas e é uma das melhores técnicas para se preservar a fertilidade e preservar o útero. Você gostou desse vídeo, dessas informações, achou o assunto interessante, quer ou vir falar um pouquinho mais sobre isso? Então curta e compartilhe nosso vídeo. Muito obrigado.

Tags: embolizaçãomiomaangiorradiologia
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Espaço Vascular

sex, 03/17/2017 - 10:29

A Vascular.pro ocupa o espaço vascular do Instituto Amato, de modo que a nossa equipe de cirurgiões vasculares, angiorradiologistas, angiologistas e ecografistas vasculares atendem ambulatorialmente e cirurgicamente no Instituto Amato. O Instituto é amplo e atende diversas outras especialidades, oferecendo suporte multidisciplinar para seus pacientes. A junta médica permite a discussão e acompanhamento de casos complexos por múltiplos profissionais.
Exames minimamante invasivos como:

  • Pletismografia
  • Ecodoppler vascular (duplex scan/ultrassom colorido com doppler)
  • Flebovisualização
  • e outros

E cirurgias como:

E procedimentos como:

São realizados no espaço vascular que consiste em sala de atendimento, 2 salas de procedimento e exame, além de 2 salas operatórias totalmente equipadas.

Tags: vascular
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Exames necessários na avaliação de varizes

ter, 02/28/2017 - 10:50

De acordo com o dr. Alexandre Amato (CRM 108.651), os exames mais solicitados dentro do Instituto, além dos essenciais clínico e físico, é o ecodoppler venoso, a pletismografia e a fleboscopia. Todos estes procedimentos visam checar como está a saúde vascular do paciente. Assista e saiba mais!

 

[Transcrição]   Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, da equipe do Instituto Amato. E hoje nós vamos falar um pouquinho sobre os exames necessários na avaliação do paciente com varizes. O exame clínico com a conversa com o paciente, o exame físico é essencial, sem examinar o paciente é impossível avaliar a gravidade da doença.  Os exames subsidiários, os exames além do exame clínico, o mais frequentem-te solicitado é o ecodoppler venoso ou ultrassom com doppler das veias dos membros inferiores, esse é um exame que não é invasivo, que não doe e que traz muitas informações anatômicas e também funcionais das veias. Outros exames podem ser, pletismografia que é um exame muito útil atualmente que informa não só a existência ou não da insuficiência venosa, mas também como a eficácia da musculatura da panturrilha para bombear o sangue de volta para cima. Nós temos também as fleboscopias então, soa equipamentos que projetam as veias em realidade aumentada sobre a superfície da pele evidenciando as veias que estão doentes. Então atualmente esses são os exames mais realizados, tanto no diagnostico, tanto no planejamento terapêutico.   Tags: videovenosoexame
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Escleroterapia

ter, 02/28/2017 - 10:38

Dr. Alexandre Amato (CRM 108.651) explica sobre a escleroterapia, que é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguineos dilatados ou mal formações, ou seja, varizes nos mais diversos tamanhos. Na maior parte dos casos o paciente tem o objetivo estético, porém é utilizado como tratamento da doença venosa. Assista ao vídeo e saiba mais!

[Transcrição]

Eu sou professor doutor Alexandre Amato, eu sou cirurgia vascular do Instituto Amato. E hoje nosso tema é, escleroterapia. A escleroterapia é uma parte do projeto de tratamento de varizes, significa o endurecimento e o tratamento que faz desaparecer as veias. Existem várias técnicas de escleroterapia, desde injeção de substancias liquidas que promovem uma trombose no local e consequentemente a fibrose e desaparecimento dessa veia, como outras técnicas como o laser, a espuma, a radiofrequência, a radioablação, normalmente a associação dessas técnicas apresentam resultados melhores, cada técnica é adequada para cada tipo de veia. Obviamente tendo a doença das varizes elas devem ser tratadas antes de se pensar na parte estética então a escleroterapia faz parte de um contexto maior sendo uma das ferramentas dentro do tratamento de varizes. Ultimamente a associação do laser com a escleroterapia com glicose tem mostrado bons resultados, por que? Nós utilizamos duas técnicas com baixo nível de complicação e essas técnicas associadas promovem um aumento na resolutividade então com menores riscos. Obviamente, as outras técnicas a espuma, a glicose unicamente, a radiofrequência e outros continuam tendo grande aplicação dentro do contexto do tratamento dos vasinhos.    Tags: videoescleroterapiavenoso
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Aneurisma da Aorta Abdominal

qui, 01/05/2017 - 16:40

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, significa que está buscando informação de qualidade em cirurgia vascular. Você chegou ao Vascular.Pro, equipe médica especializada em cirurgia Vascular, Angiologia, Endovascular e Ecografia Vascular.

Introdução:

A Aorta é a maior artéria do nosso corpo, recebe todo o sangue que o coração bombeia a cada batimento e o distribui para todos os órgãos e tecidos do nosso corpo. Daí a sua importância. Para isto, entretanto este órgão precisa se acomodar a uma grande pressão e inúmeras forças que agem em seu interior.

Instalação da doença:

Após longos anos recebendo essa pressão, a aorta pode se fragilizar e ocorrer mudanças em sua estrutura, vindo a se dilatar como um balão. Quando esse aumento do diâmetro é superior a metade do tamanho normal ou esperado para aquela determinada região, isto é chamado aneurisma. Ocorre geralmente após os 50 anos e está muito ligado à outros problemas de saúde como a hipertensão arterial, o tabagismo e também existe um componente familiar muito importante. Irmãos ou filhos de portadores desta doença tem um risco oito vezes maior de desenvolvê-la.

O primeiro grande problema reside no fato da dilatação da aorta ser acompanhada de um enfraquecimento de sua estrutura, o que juntamente e com à alta pressão interna, aumento o risco de uma ruptura. Nesse caso, o sangramento geralmente é muito grande. Oito em cada dez pacientes com uma ruptura da aorta não sobrevivem devido ao sangramento interno. Uma parte da aorta, seu início, está localizada no tórax, e sua porção mais distal no abdome. A grande maioria dos aneurismas da aorta ocorre na sua porção abdominal.

Diagnóstico:

O segundo problema consiste no fato do aneurisma se instalar silenciosamente, não apresentando sintomas até geralmente estar muito grande. O diagnóstico costuma ser ao acaso, durante o exame abdominal realizado por um médico devido a outros motivos (consulta de rotina, check-up) ou em consequência de um exame de imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) solicitado para investigação de outras doenças. Alguns fatores podem dificultar a identificação de um aumento da aorta no exame físico, o mais frequente destes é o excesso de peso. Uma vez feita a suspeita de um aneurisma, um exame de imagem específico se faz mandatório. O ultrassom abdominal (que pode incluir o Doppler) geralmente é suficiente para confirmar ou descartar a presença da dilatação na aorta, fornecendo os dados principais como diâmetro e extensão do aneurisma no abdome. Quando o aneurisma for grande ou extenso demais, geralmente exames com maior grau de definição como a angiotomografia ou a angiorressonância podem fornecer mais detalhes que terão grande relevância na decisão e planejamento de uma eventual correção dessa doença.

Qual o tratamento do AAA?

O tratamento do aneurisma da aorta depende de alguns aspectos, mas o principal é o seu diâmetro no ponto de maior dilatação. De forma geral, no sexo masculino um diâmetro maior que 5,5 cm e no feminino maior que 5,0 cm indicam a necessidade da eliminação desse aneurisma. Aneurismas menores que 4 cm, de forma geral, podem ser apenas vigiados por meio de um ultrassom abdominal anual ou semestral, por terem um risco de ruptura mais baixo. Faz parte do acompanhamento clínico dos portadores de aneurismas pequenos o controle dos fatores de risco como a hipertensão, o tabagismo e os níveis elevados de colesterol que podem de alguma forma interferir, acelerando o crescimento e aumentando o risco de ruptura do aneurisma. A correção de um aneurisma não é isenta de complicações – 1 a 6% dos pacientes podem apresentar problemas graves durante o procedimento de correção e até morte. Os principais agravantes dessa situação são doença cardíaca prévia, mal funcionamento dos rins, doença pulmonar (que pode ser decorrente do cigarro) e a idade avançada. Entretanto como a mortalidade passa dos 80% no caso de uma ruptura, e acima dos diâmetros limite previamente citadas há uma chance maior de 40% ao ano de ruptura, é fácil perceber uma clara vantagem na realização dessa correção fora de uma situação de urgência. Essa correção pode ser feita basicamente de duas formas, O método conhecido a mais tempo é a chamada cirurgia convencional, onde utilizando uma incisão abdominal (um corte na parede abdominal), faz-se a troca do segmento doente por uma prótese artificial. Como vantagens deste método, podemos citar a durabilidade no médio e longo prazo e a menor necessidade de vigilância do procedimento, A segunda forma de intervenção, mais recente, ocorre por via endovascular onde através do cateterismo das artérias femorais, coloca-se uma endoprótese que isola internamente o segmento da aorta doente, sem retirá-lo. Como vantagens, podemos observar uma recuperação mais rápida devido ao menor impacto inicial do procedimento que dispensa uma incisão cirúrgica. Ambas técnicas têm suas indicações e vantagens, bem como suas contraindicações e limitações técnicas. A utilização de uma ou outra é uma escolha extremamente particularizada, dependendo de uma série de características do aneurisma e do próprio doente.

Dica:

Se você tem parentes de primeiro grau com diagnóstico aneurisma da aorta ou tem mais de 60 anos e apresenta os fatores de risco citados, converse com seu vascular. Ele é um especialista que tem o conhecimento sobre técnicas de investigação e de tratamento dessa doença e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

Para saber mais sobre essa e outras doenças vasculares consulte os outros textos desta série do Vascular.pro

Leia tambem:

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10 artigos mais lidos sobre vascular: retrospectiva 2016

seg, 12/26/2016 - 21:21

2016 será mais um ano que ficará na história da equipe Vascular.pro e Instituto Amato. Foi um ano que deixou sua marca, com muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias: visitamos a Mayo Clinic após receber prêmio internacional do SVS e visitamos também serviço de Vascular no Japão, também com prêmio internacional da sociedade japonesa de cirurgia, publicamos 2a edição de nosso livro "Procedimentos Médicos", curso de OsiriX voltou a funcionar, vários artigos científicos publicados e aceitos para publicação, viajei o Brasil divulgando a técnica de cirurgia de varizes com laser e anestesia local, e muito mais.

Para nosso site não foi diferente. Mais de 959.000 visitas ao nosso conteúdo, 21191 curtidas no Facebook (curta você também), com avaliação 4,5 estrelas. Sempre buscando a melhor informação em angiologia e cirurgia vascular para você.

Os artigos mais lidos em 2016 foram:

  1. Aplicação e Escleroterapia
  2. Cirurgia de Varizes com Laser
  3. Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?
  4. O que é derrame?
  5. Indicações de cirurgia vascular de carótidas
  6. Qual a melhor técnica para tratamento dos vasinhos? Glicose, crioglicose, polidocanol, espuma ou laser?
  7. TEP, o que é isso?
  8. Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?
  9. Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)
  10. A cirurgia de varizes

 

Os artigos onde os usuários dedicaram mais tempo lendo foram:

 

Se você ainda não leu, não perca a chance de ler os artigos vencedores.

Desejamos a todos muita saúde e muitos bebês em 2017.

 

Equipe Vascular.pro

Tags: retrospectivaartigoslista
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Tratamento de varizes com espuma

dom, 12/11/2016 - 18:30

Últimamente tem-se falado muito da espuma como tratamento das varizes e vasinhos. É uma técnica que merece ser discutida com seu cirurgião vascular.

A espuma de polidocanol foi, no início estudada como anestésico, porém demonstrou-se mais eficaz em fechar veias do que para anestesiar. Mas esse efeito anestésico fraco traz o benefício de ser uma substância praticamente indolor ao ser injetada. O polidocanol é um detergente que quando agitado forma espuma, e, ao utilizar a técnica de Tessari para formar espuma, essa espuma torna-se densa (método da espuma densa), de modo que ocupa todo o espaço do vaso. Ao preencher o vaso, a espuma de polidocanol causa destruição do endotélio levando a trombose quimica localizada. Essa trombose quimica pode evoluir com a recanalização ou com a fibrose do vaso, que é o resultado desejado. Ao fechar o vaso, fecha-se as varizes.

Apesar de ter resultados animadores, a técnica possui características e desvantagens que devem ser consideradas, como o alto índice de manchas (entre 20 a 30% dos casos), a possibilidade de reações alérgicas e o risco de trombose, até mesmo óbito. Um caso foi recentemente publicado de óbito por embolia pulmonar (Bruijninckx, Cornelis Ma. "Fatal Pulmonary Embolism Following Ultrasound-guided Foam Sclerotherapy Combined with Multiple Microphlebectomies." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 31, no. 7 (2016) )

Um outro artigo que comparou o laser, a radiofrequência, cirurgia e a espuma mostrou claramente que as medidas de melhora na qualidade de vida é similar nas técnicas, porém o laser e radiofrequencia tiveram menos complicações, porém a espuma demonstrou uma melhora na qualidade de vida menor que nas outras técnicas, além de uma taxa de fechamento da veia menor, que significa que é necessário repetir o tratamento (e os riscos) para atingir o resultado desejado. (Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014)) Esse trabalho foi publicado numa das revistas mais respeitadas da área médica a NEJM.

Resumindo, para quem já tem manchas, está nas fases mais avançadas da doença, deseja evitar outros tipos de procedimento, ou possui riscos cirúrgicos elevados, a técnica da espuma densa para tratamento de varizes deve ser cogitada e discutida com seu vascular.

Porém, seguindo as melhores práticas e diretrizes internacionais*, para aqueles que buscam resultado estético além do tratamento da doença, e querem minimizar os riscos de recanalização, devem optar por técnicas mais definitivas, como o laser, radiofrequencia e mesmo a cirurgia tradicional. 

Todas as técnicas tem seu espaço no tratamento das varizes, simplesmente porque nenhuma delas atingiu excelência em todos os quesitos: preço, eficácia, eficiência, segurança, velocidade, invasividade, recorrência, riscos, etc. Existem técnicas excelentes para tratamento de varizes hoje em dia, técnicas muito melhores do que as disponíveis há 2 décadas, sendo uma área intensamente estudada e onde muitas novidades estão para aparecer, tanto com novas técnicas quanto a associação de técnicas já existentes.

O grande segredo está em identificar qual a melhor técnica para cada paciente em seu contexto pessoal, e essa escolha deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.

Leia os seguintes artigos:

 

Fonte: "MANAGEMENT OF CHRONIC VENOUS DISORDERS OF THE LOWER LIMBS GUIDELINES ACCORDING TO SCIENTIFIC EVIDENCE." (2014).

De Maeseneer, M G R, and S K van der Velden. "Managing Chronic Venous Disease: An Ongoing Challenge." European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 49, no. 6 (2015)

Gloviczki, P, and M L Gloviczki. "Guidelines for the Management of Varicose Veins." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 27 Suppl 1 (2012)

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O que é uma “sessão” de escleroterapia? Qual preço da sessão de aplicação de vasinhos?

qui, 12/01/2016 - 10:05

O que é combinado não é caro. E o barato pode sair caro. Entenda como funciona a proposta de sessões de seu cirurgião vascular, entenda as dificuldades e limitações não só do procedimento, mas do modo de pagamento.
O tratamento escleroterápico visa a melhora da circulação local com consequente melhora estética dos famigerados vasinhos que infestam as pernas. A maioria dos convênios não cobre o tratamento, enquanto alguns oferecem tratamento bem limitado. Não se engane ao fechar contrato com operadora com esse argumento.
São muitas as variáveis no tratamento venoso que podem ser mensuradas e utilizadas para definir o custo: tipo de veia, área a ser tratada, tipo e quantidade de substancia, numero de disparos de laser, número de picadas, tempo do médico, e outras.
Tipo de veia: veias vermelhas, teleangiectasias, reticulares, varicosas. Todas elas influenciam a sessão de escleroterapia, mas calcular uma a uma seria um trabalho maior do que a própria sessão em si.
Área: a área a ser tratada pode parecer uma boa medida, ou seja, se temos duas coxas a serem tratadas o valor é o dobro de uma coxa. Pode parecer simples, mas existe a densidade e complexidade dos vasos na região, às vezes são mais fáceis e outras vezes mais difíceis.
Tipo e quantidade de substância: alguns médicos optam por fazer da sessão uma “ampola” ou medida do medicamento. E cada medicamento com valores diferentes. E o que fazer quando falta ou sobra medicamento para a sessão? A medicação não pode ser guardada para depois. E a medida que o tratamento vai avançando e as veias melhorando, menos substância é necessária, porém sua aplicação se tarna mais difícil. Portanto não é um bom método para definir o que é uma sessão.
Número de disparos do laser: quando se usa equipamentos de laser é possível ter um número bem definido que é o numero de vezes que o laser foi ativado. É um bom método para estimar o custo. Permite a comparação fácil entre serviços. O equipamento de laser possui um numero de disparos pre determinados antes de começar a falhar e precisar de troca, por isso é fácil calcular o custo.
Tempo do médico: este deveria ser o melhor método para se definir o que é uma sessão, pois todo o conhecimento do médico esta sendo aplicado no tempo que ele necessita para fazer o procedimento. Mas, como não ter a sensação de que o médico esta sendo lento ao preparar o material ou ao examinar? A necessidade de ganhar a todo custo faz com que o paciente ache que o tempo pago esta sendo desperdiçado se o médico para para examinar, para trocar o material ou mudar a técnica. Talvez nossa cultura não facilite a aceitação desse modo de mensurar uma sessão.
Converse com seu médico, entenda como ele estipula uma sessão, que pode ser completamente diferente de outro. Não é fácil a comparação de preço e sessões entre médicos, exatamente porque não existe padronização da cobrança da sessão. Entenda que quando alguns precisam de 30 sessões para resolver um problema, outros podem necessitar de 3 sessões. Tudo depende do tempo e técnica investida em cada situação.
Portanto, o barato pode sair caro. Se a sessão for bem baratinha, mas precisar de dezenas delas, pode ficar muito mais caro no final do que um tratamento bem mais caro por sessão, mas que precisa de poucas sessões.
Lembre-se que ao considerar o tempo de uma sessão, o seu tempo gasto deve contar com o tempo de ida e volta ao consultório. Ou seja, para cada ida ao consultório, o seu tempo gasto também é importante (transporte, espera, etc), e, um menor número de sessões diminuiria esse gasto. Por isso, para economizar no valor total, procure fazer sessões maiores, com técnicas eficazes e que permitem bom controle do que foi feito.
Converse sempre com seu vascular.
 

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Doença Carotídea: Doença da artéria carótida.

ter, 11/01/2016 - 09:11

O que é a doença da artéria carótida?

A doença da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias do pescoço. As artérias carótidas são os vasos principais que levam sangue rico de oxigênio para o cérebro. O estreitamento normalmente é causado por uma placa aterosclerótica.

A aterosclerose (espessamento e endurecimento das artérias) pode afetar todas as artérias do corpo. Quando as artérias do pescoço estão estreitadas ou mesmo bloqueadas, essa condição é chamada de doença da artéria carótida, estenose carotídea ou doença vascular extracraniana.

 

Quem tem risco de ter a doença da artéria carótida?

As condições que aumentam o risco da doença são chamadas de fatores de risco.

Os fatores de risco da doença carotídea são similares aos fatores de risco para aterosclerose, doença coronariana, ou doença do coração.

A doença da artéria carótida é, portanto, mais frequente em pacientes com maior idade, pacientes com diabetes, tabagistas (uso do cigarro), que possuem pressão alta (hipertensão arterial) e colesterol alto.

Ter aterosclerose ou placa aterosclerótica em outras áreas do corpo, como as artérias coronárias ou artérias da perna (conhecida como a doença arterial periférica), também aumenta o risco de ter a doença carotídea.

 

A doença carotídea pode causar sintomas?

A maior parte das pessoas com placas nas artérias carótidas não tem sintomas, porém, se as carótidas estiverem gravemente estreitadas, pequenos pedacinhos das placas podem se desprender e ir parar no cérebro causando perda de visão súbita e momentânea (amaurose fugaz), acidente vascular cerebral (AVC), derrame ou mesmo um ataque isquêmico transitório (AIT).

O AIT, também chamado o pequeno derrame, é como se fosse um derrame, a diferença é que os sintomas se resolvem dentro de 24 horas.

Se você suspeitar que alguém que você conhece está tendo um derrame você deve chamar a ambulância imediatamente. Os principais sinais de alerta de um derrame, são: alteração da fala, confusão mental, tontura, dor de cabeça, paralisia na face, fraqueza no braço/dormência e perda de força ou formigamento nos braços. Veja a tabela 1:

 

Tabela 1 - Sinais e sintomas do derrame.

Sinal

O que fazer?

O que você tá procurando?

Fraqueza facial

Peça para a pessoa sorrir

Uma face não simétrica ou um sorriso caído.

Fraqueza dos membros

Peça para pessoa levantar os dois braços.

Um braço não vai não vai conseguir levantar ou ele vai acabar caindo.

Dificuldade na fala

Peça para a pessoas repetir frases simples.

O ato de falar está difícil ou está difícil de entender.

 

 

Como é feito o diagnóstico da doença carotídea?

O seu médico provavelmente vai ouvir o seu pescoço com estetoscópio pois um som de sopro pode ser ouvido em alguns casos quando há estreitamento. Tendo sido ouvido um sopro, é necessário pedir um exame de ultrassom.

O sopro simplesmente sugere que o sangue está passando de forma turbulenta e não necessariamente que artéria está bloqueada, por isso, o ultrassom pode elucidar melhor.

É possível ter a doença carotídea sem ter um sopro no pescoço, portanto a maneira mais simples de diagnosticar a doença carotídea é com um ultrassom da carótida ou Eco Doppler carotídeo. Este exame não invasivo e indolor usa ondas sonoras de alta frequência para olhar dentro das artérias do pescoço: um gel condutor é aplicado na pele o ultrassonografia usa um transdutor para gravar as imagens das artérias carótidas; o ultrassom é usado para visualizar as placas aterosclerótica e determinar se a placa está interferindo com fluxo sanguíneo dentro das artérias, quando a artéria está estreitada, a velocidade do sangue aumenta, da mesma maneira que a velocidade da água aumenta quando você aperta no final de uma mangueira de jardim. Com o ultrassom o grau do bloqueio ou da estenose pode ser estimado medindo a velocidade do sangue. Não é necessário nenhum preparo especial exame de ultrassom das carótidas.

Se houver um bloqueio significante no exame no ultrassom da carótida, o cirurgião vascular pode solicitar outros exames para confirmar a localização e gravidade da doença. Esses testes podem incluir uma angiotomografia ou uma angiorresonância magnética.

 

Como que a doença carotídea é tratada?

O primeiro objetivo do tratamento da doença carotídea é evitar um derrame. Na maioria dos casos a doença carotídea pode ser tratada com a combinação de medicamentos que podem estabilizar a placa e evitar um bloqueio futuro da artérias, diminuindo o risco de derrame. Porém, se a carótida estiver gravemente estreitada, o cirurgião vascular também pode recomendar a cirurgia ou a colocação de um Stent, dependendo da situação de saúde do paciente e outros fatores médicos. Uma estenose acima de 50% já deve chamar a atenção para o cirurgião.

A cirurgia para a carótida é chamada de endarterectomia carotídea: uma incisão é feita no pescoço e a placa na artéria é removida. A angioplastia carotídea com a colocação de Stent é uma alternativa para restaurar o fluxo sanguíneo. A angioplastia com balão é usada para abrir caminho nos bloqueios e um Stent é colocado abrindo espaço no vaso.

Os pacientes ficam, após o procedimento, de um a dois dias no hospital quando não há intercorrências.

Pesquisas recentes têm comparado a cirurgia aberta com a angioplastia com Stent, e atualmente elas se mostram equivalentes, mas com fatores de riscos diferentes, portanto a escolha entre uma ou outra técnica, deve ser feita individualmente para cada paciente pelo cirurgião vascular com formação endovascular. O médico recomendado para tratar doença da carótida é aquele que pode oferecer tanto a cirurgia aberta quanto a cirurgia endovascular.  

De uma maneira geral, o benefício de restaurar o fluxo na artéria carótida é muito maior em pacientes que já tiveram sintomas neurológicos, como um AIT ou um derrame.

Após a cirurgia ou o Stent, exames de ultrassom de acompanhamento periódico são importantes para ter certeza que o bloqueio não vai recorrer e para monitorar a carótida do outro lado.

 

Quais são os tratamentos medicamentosos para a estenose carotídea?

A doença carotídea indica aterosclerose na maior parte das vezes, o que significa um risco maior de um infarto cardíaco e de um derrame.

Mesmo se o bloqueio na artéria não for grave o suficiente para necessitar de cirurgia ou do Stent, todos os pacientes com doença carotídea precisam de tratamento medicamentoso para a aterosclerose.

O tratamento medicamentoso foca na redução do risco cardiovascular. A tabela 2 enumera as recomendações principais no tratamento medicamentoso da esclerose.

Medicamentos que afinam o sangue como aspirina; e as estatinas, que são os medicamentos que abaixam o nível de colesterol, como atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina, são normalmente prescritas para reduzir o risco de infarto cardíaco e derrame que estão muito associadas a essa doença.

Parar de fumar é absolutamente essencial. Para parar pode se usar algumas medicações ou substituir o vício com nicotina, e fazer tratamento com o aconselhamento e psicoterapia. Acompanhamento médico é recomendado.

O tratamento da hipertensão arterial com medicamentos inibidores da ECA, como ramipril, lisinopril ou bloqueadores de angiotensina, devem ser prescritos.

Estudos sugerem que estatinas, IECA e exercício regular tem efeitos benéficos nas paredes das artérias carótidas.

 

O que atrasa a progressão da placa? Como a doença carotídea pode ser prevenida?

Todo mundo pode diminuir seu risco cardiovascular ou de alguma doença cardiovascular ao não fumar, manter um peso saudável, fazer exercício regular de pelo menos 30 minutos por dia na maior parte dos dias da semana. Fazer exames periódicos para medir a pressão arterial, colesterol e diabetes também são importantes.

 

Resumo -  A doença carotídea ou estreitamento das artérias do pescoço, normalmente é causado por uma placa aterosclerótica. O diagnóstico frequentemente é feito por ultrassom e aprofundado pela angiotomografia. O tratamento médico inclui: parar de fumar, medicamentos com o objetivo de diminuir o risco de infarto cardíaco e de um derrame, e exercícios físicos. Pacientes com doença grave arterial, principalmente com sintomas neurológicos como derrame e AIT, podem necessitar de procedimentos cirúrgicos para restaurar o fluxo sanguíneo, tanto com cirurgia aberta ou com colocação de Stent.

 

Tabela 2 - Tratamento medicamentoso para doença carotídea,

Prevenção do ataque cardíaco e derrame

Aspirina, estatina e Eca ou bloqueador de receptor de angiotensina

Controle dos fatores de risco cardiovascular

Controle da pressão arterial, colesterol, diabetes, peso e IMC

Modificação do estilo de vida

Parar de fumar

Dieta saudável para o coração

Exercício físico ao menos 30 minutos na maior parte dos dias.

 

 

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Técnicas Cirúrgicas para tratamento de varizes

seg, 10/03/2016 - 09:31

Opções de cirurgias venosas: Cirurgia de safena tradicional e fleboextração.

Existem varias razões para procurar o tratamento das veias anormais. Em alguns casos a decisão do tratamento se torna complicada, por causa da quantidade de opções disponíveis, e isso ocorre por uma razão: no campo da flebologia o tratamento venoso está constantemente evoluindo e aparecendo novas técnicas e tratamentos inovadores para as veias varicosas que são menos invasivos.

Tradicionalmente o tratamento aceito para veias varicosas era o tratamento cirúrgico tradicional, chamado de stripping. Essa cirurgia era relativamente invasiva e complicada para os pacientes, com riscos maiores de complicações, como coágulos sanguíneos, inchaço na perna, infecção e parestesias na perna (áreas insensíveis), e, mais importante do que isso, os resultados não eram tão bons ou não duravam tanto quanto as pessoas esperavam.

Então, os médicos acabavam reservando a cirurgia de varizes apenas para os casos mais graves da insuficiência venosa, após todas as gestações. Somente pacientes que tinham problemas venosos de longa duração que impactavam enormemente na sua qualidade de vida e na habilidade de ter uma vida livre de dor eram tratados cirurgicamente; pacientes com sintomas menores frequentemente tinham a opção apenas tratamentos conservadores.

O termo stripping ou “arranchamento” da veia, se refere a uma técnica cirurgia em particular, normalmente realizada em hospital sob anestesia geral ou raquianestesia e utilizando um instrumento chamado fleboextrator para remover as veias da perna. Por causa do aspecto invasivo do arranchamento da veia e o longo período de recuperação, a quantidade e frequência de complicações, o índice de recorrência, novos tratamentos menos invasivos foram desenvolvidos.

A própria cirurgia de “arranchamento” de veia teve a sua evolução com a eversão que permitia que a veia fosse removida com menos trauma nos tecidos adjacentes da perna. Apesar dessa melhora, o tratamento cirúrgico venoso superficial foi em parte substituído pelos métodos minimamente invasivos, que inclui o uso da laser, da escleroterapia e da termoablação endovenosa das safenas, que eliminam as veias selando-as de modo que elas se fecham, mas permanecem no local para serem naturalmente e lentamente absorvidas pelo corpo.

Outro tratamento menos invasivo é a fleboextração ou chamada de microcirurgia de varizes, que remove as veias do corpo através de pequenas incisões na pele. Hoje, todos esses procedimentos são utilizados para tratar as varizes superficiais, embora sejam muito diferentes entre si, todos funcionam com o objetivo de reduzir o refluxo venoso direcionando o fluxo das veias doentes para as veias que estão funcionando adequadamente.

A cirurgia de stripping, ou seja, cirurgia tradicional é mais frequentemente realizada em um tipo bem especifico  de veia, as veias safenas magnas e parvas que percorrem a parte interna e posterior da perna. Este procedimento requer um planejamento pré-operatório e normalmente é utilizado sob anestesia geral ou raquianestesia. O cirurgião faz incisões na virilha e no tornozelo, em alguns casos podem ser necessários modificações da técnica para a eversão, onde uma ferramenta cirúrgica especial remove a veia fazendo a passar por dentro dela mesma, da mesma maneira que uma meia sendo evertida.

Alguns cirurgiões chegaram a fazer esse procedimento apenas com anestesia local, mas é muito mais frequente o uso da anestesia raquianestesia ou anestesia geral. A safenectomia por eversão normalmente é menos traumática para os tecidos da perna do que a safenectomia tradicional.

Outro procedimento realizado é conhecido como a ligadura de veias e pode ser usado em alguns pacientes. Nessa técnica, incisões são feitas sobre veias doentes que são então amarradas e cortadas. A ligadura é popular, porque ela é tecnicamente fácil de ser realizada e tem habilidade de reduzir o refluxo anormal; entretanto, a ligadura sozinha produz um resultado a longo termo muito pobre e a maior parte dos pacientes relata que a melhora dos seus sintomas os sintomas não dura muito tempo.

A fleboextração ou microcirurgia pode ser realizada de modo ambulatorial, em day hospital ou hospitalar e consiste na remoção de veias doentes do corpo, mas, com apenas pequenas punções ou cortes na pele ao invés de grandes incisões.  A microcirurgia quando realizada em consultório necessita de uma recuperação mínima e comumente você pode voltar as atividades normais no dia seguinte do procedimento.

Antes da microcirurgia venosa o seu médico vai marcar as veias com você de pé, para identificar as veias que estão dilatadas e tortuosas. Assim que as marcas são feitas, a área é limpa e é injetado anestésico local. Pequenas punções são feitas e as veias são retiradas através de um gancho cirúrgico que parece uma agulha de crochê. Normalmente essas punções não precisam nem de pontos de tão pequenas que são. Enfaixamento compressivo e o uso da meia compressão elásticas são feitos após o procedimento.

A medida que você vai se recuperando, as pequenas feridas das punções vão desaparecendo ou minimizando com o tempo com o decorrer dos meses. A fleboextração ou microcirurgia é muito útil na remoção dessas veias dilatadas visíveis na superfície da pele.

A discussão das opções de técnicas cirúrgicas deve ser feita com seu cirurgião vascular e vários aspectos importantes devem ser considerados como: a invasividade do procedimento, o tempo de recuperação, os resultados a longo termo, quais veias necessitam ser tratadas e a possibilidade de realização de cada procedimento no seu caso. Cada técnica possui vantagens e desvantagens, e elas devem ser explicadas pelo o seu cirurgião vascular durante o tratamento das suas veias.

 

 

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