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Para quem a fertilização in vitro é indicada?

Fertilidade - sab, 04/17/2021 - 15:16

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes em um tratamento de gravidez. O procedimento é um pouco mais complexo do que os demais métodos, uma vez que os embriões são fecundados fora do corpo da mulher e transferidos para o útero posteriormente. Saiba mais sobre a fertilização in vitro e em quais situações ela é indicada.

O que é a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica utilizada para ajudar casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de engravidar. O processo é dividido em várias etapas que incluem:

  • Estimulação ovariana;
  • Captura de óvulos de boa qualidade;
  • Captação de espermatozoides sadios e fortes;
  • Fecundação em ambiente externo;
  • Introdução do embrião no útero da mulher.
Indicações da fertilização in vitro

Quando o casal procura uma clínica de reprodução assistida para tentar engravidar, ele ainda não sabe o que está impedindo a gestação natural. Portanto, a indicação de um ou outro método depende do resultado da investigação médica. Alguns dos casos mais comuns são:

Baixa reserva ovariana

Diferente do homem que produz espermatozoides durante toda a sua vida, a mulher possui uma reserva única de óvulos, que começam a ser liberados logo que ela inicia o seu ciclo reprodutivo, ou seja, quando começa a primeira menstruação.

Todos os meses esses óvulos são liberados dentro do ciclo menstrual e vão diminuindo na sua quantidade à medida que o tempo vai passando. A idade, portanto, é uma das principais causas da baixa produção de óvulos pelo corpo feminino.

Por causa dessa baixa reserva, a fecundação espontânea se torna mais difícil de acontecer, uma vez que há poucos óvulos à disposição dos espermatozoides. E a fertilização in vitro pode resolver esse problema através da estimulação ovariana.

Baixa produção de espermatozoides

Os homens produzem espermatozoides durante toda a vida, mas também podem apresentar redução nesse processo devido a algumas situações específicas como ejaculações frequentes ou alguma doença que atinja o seu sistema reprodutor.

Além disso, alguns espermatozoides podem não ser fortes o suficiente para viabilizar uma fecundação. Nesse caso, a FIV também é uma indicação precisa e correta.

Como vimos anteriormente, uma das fases da fertilização in vitro é a coleta e a escolha de espermatozoides saudáveis, com mais chances de fecundar um óvulo com sucesso.

Obstrução tubária bilateral

A obstrução das trompas é uma condição prejudicial à gravidez e que pode trazer consequências danosas à mulher, caso a gestação aconteça. 

As trompas desempenham um papel fundamental durante o processo de fecundação. São elas que capturam o óvulo liberado durante a ovulação e é dentro das trompas que acontece o encontro entre óvulo e espermatozoide. 

A obstrução tubária bilateral, que atinge as duas trompas, não só dificulta a gestação, mas também a torna extremamente arriscada. Essa obstrução pode fazer com que a gravidez ocorra dentro das tubas uterinas, gerando o que chamamos de gravidez ectópica, ou seja, fora do útero.

Quando isso acontece, a gravidez não evolui e o crescimento do feto pode causar o rompimento das trompas, causando desde hemorragias e dores fortes até a morte da mulher.

Caso suspeite desse problema, o médico pode solicitar um exame, chamado de histerossalpingografia, que avalia a saúde das trompas e assim identificar possíveis bloqueios na região.

A obstrução tubária é causada por doenças e infecções ginecológicas e também pode ser consequência de alguma cirurgia na região pélvica. Não apresenta sintomas e a mulher geralmente só descobre o problema quando busca ajuda médica após inúmeras tentativas para engravidar, porém, sem sucesso.

Diante dessa situação, a mulher pode optar por uma cirurgia para tentar desobstruir as trompas ou engravidar através da fertilização in vitro, em que o embrião é inserido diretamente na cavidade uterina.

Idade materna avançada

A idade da mulher é um fator predominante quando o objetivo é engravidar. Por volta dos 20 anos de idade, as chances de uma gravidez espontânea acontecer chegam a 80%. A partir dos 35 anos, essa taxa cai para 10% e, após os 40 anos, as chances de uma gravidez natural chegam a 5%.

Ou seja, quanto mais idade a mulher tem, menor é a probabilidade de ela conceber um filho de forma espontânea, mantendo relações sexuais dentro do período fértil. Isso tudo acontece por causa da baixa produção de óvulos que, como já vimos, cai bastante com o decorrer do tempo.

Assim, uma mulher que esperou mais tempo para engravidar pode conseguir realizar o seu sonho de ser mãe optando pela fertilização in vitro, ainda que esteja em uma idade mais avançada.

É importante lembrar que a gravidez tardia pode acarretar problemas para a mãe e para o bebê. Por isso, deve ser acompanhada de perto pela equipe médica responsável pelo processo de reprodução assistida.

Tentativas de engravidar que ultrapassam um ano

Um ano é um período considerado suficiente para que casais jovens e saudáveis consigam engravidar, desde que estejam mantendo relações sexuais frequentes, dentro do período fértil. 

Caso a gravidez não aconteça, mesmo sem uma causa aparente que impeça a fecundação, é hora de tentar identificar o problema e solucioná-lo.

A infertilidade pode atingir mulheres e homens e apenas uma análise detalhada da saúde de ambos pode afirmar com clareza quais são as causas desse problema. Dentre as principais razões, podemos destacar:

Cabe ao médico identificar o fator impeditivo da gravidez e sugerir ao casal algum método de reprodução assistida para driblar a infertilidade. A fertilização in vitro é uma opção com ótimas taxas de sucesso, especialmente em casais mais jovens.

Além dos casos citados, a fertilização in vitro também é uma alternativa para:

  • Casais homoafetivos;
  • Mulheres que desejam uma gravidez independente;
  • Mulheres que realizaram laqueadura ou que tentaram reverter a cirurgia, sem sucesso;
  • Casais sem causa definida de infertilidade;
  • Pacientes oncológicos que desejam engravidar futuramente e precisam congelar seus óvulos e espermatozoides etc.

Como vimos, a fertilização in vitro é uma das maneiras mais eficazes de alcançar uma gravidez, mesmo que a mulher ou o homem apresente algum problema de fertilidade. De toda forma, a indicação do melhor método deve ser realizada pelo médico, de acordo com a individualidade de cada paciente.

 

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Equipe do Instituto Amato/Vascular.pro publica o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema

Vascular Pro - sab, 04/17/2021 - 12:55

Uma das grandes dificuldades da doença vascular chamada lipedema é a ausência de exames laboratoriais e de imagem com critérios bem definidos para auxiliar na definição diagnóstica. Exames eram pedidos, e, mesmo com o lipedema, os laudos vinham “normais”. Portanto, os médicos dependiam unica e exclusivamente da anamnese (conversa com o paciente) e do exame físico. Agora não mais.

O Dr Alexandre Amato, juntamente com sua equipe, criou e publicou internacionalmente o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para o diagnóstico do lipedema.

Temos a consciência que a divulgação e adoção dos critérios ultrassonográficos levará muito tempo ainda, porém este é o primeiro e essencial passo, que coloca o Brasil no centro da pesquisa mundial sobre o lipedema.

 

  1. Amato ACM, Saucedo DZ, Santos K da S, Benitti DA. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebol J Venous Dis [Internet]. 2021 Apr 15;026835552110023. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02683555211002340

Ultrasound criteria for lipedema diagnosis by Alexandre Amato on Scribd

 

 

 

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Minhas pernas doem: principais causas e o que fazer

Vascular Pro - qui, 04/15/2021 - 08:27

Dor nas pernas é um sintoma que pode indicar desde um cansaço natural, passando por traumas físicos e chegando a doenças vasculares. A dor pode ser leve e de fácil tratamento, mas também pode ser incapacitante impedindo a mobilidade do indivíduo. Veja a seguir as principais causas dessa dor e o que fazer para controlar ou eliminar o desconforto.

Dor nas pernas: cansaço ou doença?

Quando a dor nas pernas é resultado de um dia cansativo de trabalho, por exemplo, o esperado é que essa dor desapareça quando o indivíduo entra em repouso. Se for uma consequência de algum esforço físico em demasia, como a prática de uma atividade física, alguns dias são suficientes para o corpo voltar ao normal.

O mesmo acontece quando a dor é ocasionada por algum trauma local como uma pancada leve na região. Após alguns dias, as pernas já não sentem aquele desconforto, desde que o problema tenha sido tratado corretamente.

Agora, quando demora a desaparecer ou quando não tem uma causa aparente, a dor nas pernas exige um pouco mais de atenção e investigação, pois pode ser o sinal de alguma doença e precisa ser tratada o quanto antes para que não se torne um problema crônico.

Principais causas das dores das pernas

Diversos problemas de saúde podem causar dor nas pernas. Entretanto, algumas causas são mais comuns do que outras. Confira quais são eles:

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP)

A principal característica dessa doença é a claudicação intermitente. Enquanto está caminhando, o indivíduo sente uma dor na perna que o obriga a parar até que essa dor seja aliviada. Ele volta a caminhar e em pouco tempo a dor surge novamente. É como se ele estivesse mancando.

A dor é causada devido a uma insuficiência sanguínea nas pernas, impedindo o oxigênio de chegar em toda a sua extensão. Na hora de fazer um esforço, a perna não tem oxigênio e nem força suficiente e o músculo começa a doer.

Os fatores de risco para a DAOP são: tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças coronarianas. Além de adotar hábitos mais saudáveis, é preciso procurar um cirurgião vascular para iniciar o tratamento.

Aterosclerose

A aterosclerose acontece quando a artéria sofre lesões decorrentes especialmente da idade avançada do indivíduo. A partir daí, placas de gordura se fixam nas paredes das artérias impedindo a circulação regular do sangue e a chegada do oxigênio em diversas regiões do corpo.

Além de causar dor nas pernas, a aterosclerose também aumenta o risco de doenças mais graves como isquemias dos membros inferiores, feridas de difícil cicatrização que podem evoluir para amputações, infarto, acidente vascular cerebral e até morte súbita.

A mudança na alimentação é a principal maneira de prevenir a aterosclerose, com consumo maior de alimentos anti-inflamatórios como brócolis, gengibre, alho, açafrão, frutas cítricas, beterraba, espinafre, batata doce, cebola, pimentão vermelho, grãos e outros.

Erisipela

A erisipela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que chega até a parte interna dos membros inferiores através de ferimentos na pele. Os principais sintomas são feridas dolorosas nas pernas e vermelhidão. A erisipela pode evoluir para o linfedema, que é o acúmulo de líquido no corpo.

Se o indivíduo tiver surtos frequentes de erisipela, a doença pode evoluir para a elefantíase, uma inflamação dos vasos linfáticos que provoca inchaço anormal de uma das pernas. Para evitar a erisipela é preciso reforçar a higiene dos pés, evitando a incidência de micoses e tratar ferimentos e outras lesões logo que elas surgirem.

Varizes

Varizes são veias doentes, dilatadas e saltadas que indicam o início de uma insuficiência venosa. Ou seja, é um sinal de que a circulação sanguínea nos membros inferiores não está acontecendo como deveria. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dor nas pernas.

Para aliviar o incômodo, é recomendado o uso de meias de compressão, elevação das pernas para facilitar a circulação sanguínea, redução de peso para diminuir a sobrecarga sobre os membros e procurar ajuda médica para um tratamento cirúrgico, o mais indicado em casos mais graves da doença.

Trombose venosa superficial

Também chamada de tromboflebite, essa doença atinge a parte mais externa da pele e se caracteriza pela presença de um trombo dentro das veias, dificultando a passagem do sangue e inflamando a região. Além da dor, o indivíduo pode sentir calor no local.

Na pele, a tromboflebite tem a aparência de um cordão grosso, saltado e avermelhado demonstrando a presença de um trombo dentro da veia, que pode ser uma veia sadia ou pode ser uma veia doente, ou veia varicosa.

A tromboflebite pode estar associada a outra doença mais grave, a trombose venosa profunda. O uso de meias de compressão pode aliviar os sintomas, mas o acompanhamento de um médico especialista é fundamental para impedir a evolução da doença.

Trombose venosa profunda (TVP)

A doença se caracteriza pela presença de coágulos dentro das veias mais internas dos membros inferiores, impedindo o fluxo sanguíneo, provocando dor e inchaço na região. Em alguns casos, é possível que não haja sintomas.

A trombose venosa profunda é uma doença grave porque pode evoluir para uma complicação ainda mais preocupante, que é a embolia pulmonar. A embolia pulmonar acontece quando um coágulo se desprende do seu local de origem e chega até os pulmões, impedindo a entrada de oxigênio, podendo levar o indivíduo a óbito em pouco tempo.

Algumas causas comuns da TVP são traumas associados a fraturas e longos períodos sem movimentar o corpo, após cirurgias, por exemplo. Quem está em tratamento contra o câncer também pode apresentar o problema, além de pessoas com insuficiência cardíaca e gestantes no final da gravidez e logo após o parto.

A principal orientação é buscar ajuda médica logo que perceber algum sintoma característico e tratar o problema antes que ele se complique ainda mais.

Lipedema

O lipedema é uma doença crônica que atinge basicamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo de gordura na parte inferior do corpo, como quadris, pernas e tornozelos. A gordura acumulada não é a mesma da obesidade e, por isso, não é eliminada com dieta e exercício físico.

Além de dor, o lipedema pode causar inchaço, mobilidade reduzida, sensibilidade em excesso, hematomas frequentes, cansaço extremo dentre outros sinais incômodos. A doença não tem tratamento definitivo, mas uma boa alimentação pode reduzir as inflamações causadas e aliviar o desconforto, além da prática de atividades físicas diárias.

A dor nas pernas pode ser o sintoma de muitas doenças e a melhor maneira de tratar essa dor é identificando a raiz do problema. Portanto, é fundamental buscar ajuda entrando em contato com um cirurgião vascular, especialista no assunto e que pode diagnosticar e prescrever o melhor tratamento para cada caso.

 

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Lipedema não é um tumor de gordura.

Vascular Pro - qua, 04/14/2021 - 09:50

O lipedema foi descrito pela primeira vez em 1940 pelos doutores Edgar Van Nuys Allen, cirurgião cardiovascular conhecido pelo teste de Allen, e Edgar Alphonso Hines Jr. na Mayo Clinic na sessão Vascular Clinics, e, hoje nomeia a síndrome de Allen-Hines. Desde então o lipedema foi caracterizado como uma deposição anormal de gordura em glúteos e pernas bilateralmente que pode ser acompanhada por edema ortostático.

A palavra tumor, significa “Termo genérico para indicar aumento de volume localizado; crescimento mórbido de tecido; neoplasma.”. Se refere a um crescimento contido em determinado espaço e não a um crescimento difuso, como no lipedema.

Mas existe então um tumor de gordura? Certamente que sim: existem tumores malignos e benignos de gordura que são bem estudados e bem classificados na medicina.

Os tumores de gordura benignos são os lipomas (CID D17). Lipoma é um tumor benigno, composto por células de tecido adiposo (adipócitos), que se acumulam dentro de uma cápsula fibrosa logo abaixo da pele, no tecido subcutâneo. Algumas pessoas se referem a eles como “bolinhas de gordura”. Essa capsula fibrosa define o espaço circunscrito onde se localiza esse tumor. Não é lipedema (CID E65). Essa diferenciação se faz primordial para o tratamento correto, pois são doenças completamente diferentes com abordagens terapêuticas completamente diferentes. O lipoma, o verdadeiro tumor de gordura, portanto, consiste em uma (ou várias) protuberância de gordura localizada, geralmente, entre a pele e a camada subjacente de músculo. Os lipomas apresentam crescimento lento e costumam ser inofensivos, ocorrendo em qualquer parte do organismo que possua tecido gorduroso, não somente pernas e braços. Raramente, podem ser cancerígenos. Algumas pessoas possuem mais de um e, na maioria das vezes não causa dor.

O aparecimento de vários lipomas ocorre na lipomatose (CID E88.2), que não tem relação com o lipedema. Esta doença também é chamada de lipomatose simétrica múltipla, doença de Madelung ou adenolipomatose de Launois-Bensaude. Os nódulos causados pela lipomatose são conhecidos como “lipoma” e são pequenos tumores benignos feitos de células de gordura, que se acumulam principalmente na região do abdômen e das costas. A Lipomatose Múltipla Familial é outro transtorno genético da hipoderme, caracterizado pela formação lenta e progressiva de nódulos.

O lipossarcoma (CID C49.9) é o tumor raro de gordura que se inicia no tecido gorduroso do corpo, mas que pode facilmente se espalhar para outras partes moles, como os músculos e a pele. Lipossarcoma representa cerca 9.8% a 18% de sarcomas de tecidos moles, com a segunda variante histológica mais frequente destes tumores.

 

Lipoma Gordura do lipedema

Portanto, algumas doenças do tecido gorduroso que poderiam ser consideradas tumores são: lipoma, lipossarcoma, doença de Dercum e outras, mas não Lipedema.

Entretanto, o problema não é apenas terminológico, e sim de compreensão e estigmatização de uma doença mal compreendida. Apesar de “tumor” poder se referir a doenças benignas e malignas, também é certo que é uma palavra que, por si só, causa temor para o leigo, afinal, ninguém quer um tumor crescendo dentro de si, seja ele maligno ou benigo. O que remete à sugestão da necessidade de retirada de um tumor. Quem tem um tumor, quer retirá-lo. Mas, e se não for um tumor de verdade? A psicologia humana é muito interessante, e, nas portadoras de Lipedema, muito abalada por anos ou décadas de descaso e acusações de obesidade e outras doenças infundadas. Portanto, o uso do termo “tumor” não é apenas um problema de nomenclatura, mas remete inconscientemente à sugestão da necessidade de extirpação instantânea da doença, o que não é, em nenhum grau, verdade. Passa a ser um desserviço piorando a estigmatização das pacientes pois:

  1. A cirurgia lipoaspiração não é curativa do Lipedema, é sim uma entre tantas ferramentas para minimização dos sintomas do Lipedema;
  2. A cirurgia lipoaspiração do lipedema não altera a causa principal da doença, que é a genética, hormonal e alimentar;
  3. A cirurgia lipoaspiração não exime a paciente da necessidade de fazer o tratamento conservador, e, o termo tumor, sugere que sua retirada elimina a doença por completo;
  4. A cirurgia não está indicada em todos os casos de Lipedema;
  5. A grande maioria da população com lipedema, 11% da população feminina está controlada em seus sintomas, sem a necessidade de cirurgia;
  6. A cirurgia não deve ser a primeira medida realizada no tratamento, principalmente na ausência de tentativa de tratamento clínico prévio;
  7. A cirurgia, na maioria das vezes, é financiada de forma particular, não sendo coberta pelo SUS ou planos de saúde, e, portanto, a grande maioria das pacientes não tem condições financeiras para realizá-la;
  8. A não realização de um procedimento visto erroneamente como curativo, impede a paciente com lipedema de progredir com as dezenas de técnicas gratuitas ou de baixo custo existentes;
  9. A ansiedade, muito frequente no Lipedema, tende a piorar, o que também agrava os sintomas do Lipedema;
  10. O lipedema é doença genética com alterações vasculares no sistema linfático influenciada por hormônios, alimentação e hábitos de vida.
 

A realização de cirurgia de lipoaspiração para tratamento do lipedema deve ser vista como uma ferramenta útil dentro do arsenal terapêutico para ajudar no controle dessa doença, pois, aquelas que realizam a cirurgia e não fazem o tratamento conservador invariavelmente voltarão a ter sintomas em pouco tempo.

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Qual a sensação da veia entupida?

Vascular Pro - ter, 04/13/2021 - 19:50

Veia entupida é o nome comum dado à obstrução arterial ou venosa que acontece quando o sangue é impedido de circular naturalmente por dentro de veias, vasos e artérias. Esse impedimento pode ter várias razões e provocar sintomas diversos ao indivíduo. Veja a seguir quais são os sintomas mais comuns da “veia entupida” e o que fazer ao identificar o problema.

“Veia entupida”: o que é?

Dizemos que uma veia está entupida quando o fluxo sanguíneo nessa região é interrompido e o sangue fica estagnado. Esse acúmulo de sangue gera vários desconfortos, além de doenças graves. Uma das regiões mais afetadas por veias entupidas são os membros inferiores, mais precisamente na região da panturrilha.

A aterosclerose é uma das principais causas das artérias entupidas e se caracteriza pela presença de placas de gordura no interior das artérias, obstruindo a passagem regular do sangue. A aterosclerose é responsável pela maioria dos casos de outra enfermidade: a doença arterial periférica (DAP).

 

Riscos de uma veia ou artéria entupida

O sangue possui vários componentes necessários à saúde e ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos, como o oxigênio, por exemplo. Quando alguma parte do corpo sofre com falta de oxigênio, estamos diante de uma isquemia, uma doença arterial que pode atingir qualquer parte do corpo, mas é muito comum na região das pernas e também no coração.

Além disso, a própria doença arterial periférica é uma consequência grave de um vaso entupido, pois, além dos sintomas extremamente desconfortáveis, também pode evoluir para outros problemas igualmente sérios e que necessitam de atenção urgente, como a amputação dos membros.

Por fim, temos a trombose venosa, que se caracteriza pela formação de coágulos dentro das veias, impedindo o fluxo sanguíneo. Esses trombos podem chegar até os pulmões, dificultando a chegada de oxigênio nesse órgão e causando uma embolia pulmonar, doença grave que pode levar o paciente a óbito.

 

Sensação de uma veia entupida

Será que é possível saber se uma veia do seu corpo está entupida? A partir da observação detalhada do corpo e dos sinais que ele apresenta, é provável que a pessoa que esteja com alguma artéria obstruída consiga perceber alguma alteração.

Apesar disso, é preciso saber que a artéria entupida faz parte de um problema crônico que é a doença arterial periférica. Por isso, os sintomas podem variar de acordo com a fase da doença e, quando em seu estágio inicial, alguns desses sinais podem não aparecer.

Ainda assim, podemos destacar alguns sintomas bastante relatados por quem sofre com veia entupida. São eles:

 

Dor local

A dor provocada pela veia entupida costuma atacar regiões específicas como os músculos da panturrilha e da coxa. O momento em que ela surge também é um fator de destaque. Geralmente, essa dor aparece quando o indivíduo começa a caminhar e diminui quando ele descansa.

Esse tipo de dor também é chamada de claudicante ou claudicação por causa da mudança alternada de movimentos iguais: caminhar, parar por causa da dor, voltar a caminhar quando a dor passa, parar novamente e assim por diante.

Quando a doença já está em estágio avançado, o indivíduo relata dores intensas nas pernas mesmo em repouso, quando está deitado, por exemplo. Muitos pacientes não conseguem dormir direito por causa da dor intensa e se sentem melhores quando deixam as pernas pendentes, para fora da cama.

 

Inchaço em apenas uma das pernas

Quando há formação de coágulos impedindo o fluxo sanguíneo dentro das veias, o local afetado sofre com inchaço e também é um sintoma a ser analisado com atenção. Esse inchaço é uma consequência direta do sangue acumulado, impedido de seguir o seu caminho natural.

Junto com o inchaço, o paciente pode experimentar calor na região, dor ao caminhar ou ao toque, irritação local e vermelhidão na pele.

Esse inchaço não ocorre nas duas pernas ao mesmo tempo, uma vez que nem sempre os dois membros são afetados pelo entupimento das veias ao mesmo tempo. Por isso, o paciente pode identificar uma perna com um volume maior, enquanto a outra continua com seu aspecto normal.

Então, uma perna mais inchada do que a outra, com dor e vermelhidão pode ser o resultado de uma veia entupida na região dos membros inferiores.

Além desses sintomas, podemos listar também:

 

Nos homens, a obstrução das artérias também pode causar disfunção erétil, quando a doença está em estágio avançado.

 

Como é feito o diagnóstico da veia entupida

Logo que identificar algum dos sinais listados, é fundamental que o indivíduo marque uma consulta com o cirurgião vascular e relate o que está sentindo.

Nesse primeiro contato, o médico deverá investigar os hábitos de vida do paciente que possam favorecer o surgimento da doença, analisar as pernas desse paciente em busca de indícios da doença, medir a pressão da região, que costuma ser mais baixa do que em outros locais, e solicitar exames para confirmar o diagnóstico.

Exames de imagem são essenciais para verificar a situação das artérias e o nível de estreitamento delas. São exemplos: ultrassom, angiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

 

Fatores de risco para a veia entupida

Pacientes que sofrem com veias entupidas costumam apresentar um perfil com alguns pontos em comum, considerados fatores de risco para a doença. Por exemplo:

  • Fumantes;
  • Obesos;
  • Sedentários;
  • Diabéticos;
  • Hipertensos;
  • Pessoas com colesterol alto;
  • Pessoas com mais de 50 anos: o avanço da idade compromete a saúde e qualidade das artérias;
  • Pessoas com histórico na família de doenças obstrutivas arteriais.

 

Como tratar a veia entupida

O tratamento para a veia entupida depende do grau de entupimento e de sua localização (arterial ou venoso), além das condições gerais de saúde da pessoa. Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a prevenir e amenizar o problema como, por exemplo:

  • Fazer exercícios físicos;
  • Melhorar a alimentação;
  • Hidratação;
  • Parar de fumar e de ingerir álcool;
  • Controlar o diabetes, a pressão alta e o colesterol.

 

O médico pode prescrever medicamentos para ajudar a desentupir as artérias e veias e realizar exames de desobstrução desses vasos com a angioplastia, que pode ser ou não acompanhada da aplicação do stent, um pequeno tubo metálico que mantém a artéria livre de obstruções.

Como vimos, a sensação de uma veia entupida pode provocar no paciente dores nas pernas ao caminhar ou mesmo estando em repouso, acompanhado de inchaço em um dos membros, além de outros sintomas. Diante de qualquer alteração do tipo é fundamental buscar a orientação de um cirurgião vascular para diagnosticar e tratar o problema o quanto antes e evitar complicações.

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Quem entra na menopausa ainda pode engravidar?

Fertilidade - ter, 04/13/2021 - 19:13

Engravidar é o sonho de muitas mulheres. Porém, este não é um desejo que pode ser realizado em qualquer fase da sua vida. O tempo é um fator preponderante quando a mulher deseja engravidar espontaneamente. E quando a menopausa vai chegando, as chances de uma gestação acontecer se tornam ainda menores. Se você também tem dúvida sobre gravidez na menopausa, continue lendo, pois é sobre isso que falaremos a seguir.

Menopausa: o que é?

A menopausa é o período em que o ciclo reprodutivo da mulher se encerra e acontece, geralmente, a partir dos 40 anos de idade. A característica principal da menopausa é a ausência da menstruação por mais de 12 meses, de forma ininterrupta. Ou seja, sem nenhum ciclo menstrual dentro desse intervalo.

Dos 40 aos 55 anos de idade, há um desequilíbrio hormonal que prejudica a ovulação e provoca incômodos diversos na mulher, como ondas de calor, boca seca, irritação, palpitações, dores de cabeça e alteração da libido. São os sinais mais relatados da menopausa.

O período que antecede a menopausa é chamado de climatério ou pré-menopausa. É uma fase em que a menstruação acontece de forma irregular, com um espaço maior entre uma e outra. Muitas mulheres confundem e acham que estão na menopausa quando, na verdade, ainda estão na fase anterior a ela, principalmente porque os sintomas são os mesmos.

Conhecer o significado desses dois termos é importante para entender de vez a relação entre climatério, menopausa e gestação.

Gravidez na menopausa é possível?

Não. Engravidar de forma natural durante a menopausa não é possível. Como vimos, nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio hormonal com ausência ou redução drástica dos hormônios necessários para o amadurecimento do óvulo e preparação do útero para o recebimento do embrião.

Um ponto importante a ser observado é que à medida que vai envelhecendo, a fertilidade da mulher vai diminuindo. Isso acontece porque a mulher nasce com uma quantidade única de óvulos, que são liberados ao longo de toda a sua vida.

Conforme a idade vai chegando, os óvulos vão diminuindo, reduzindo também as chances de uma fecundação, mesmo que a mulher tenha relações sexuais frequentes durante o período fértil. O ápice da redução dos óvulos é a menopausa, cujas alterações hormonais impedem uma gestação espontânea.

Outro fator impeditivo da gravidez natural nesse período é o não crescimento das paredes do endométrio, fundamental para o acolhimento do embrião.

Gravidez na pré-menopausa

Entretanto, é possível engravidar no período do climatério, estágio que antecede a menopausa. Isso porque, durante o climatério, a mulher ainda apresenta ciclos menstruais, mesmo que irregulares. Portanto, mesmo com baixa produção de óvulos, comum a partir dos 35 anos, ainda é possível que na pré-menopausa a mulher engravide naturalmente, às vezes, sem esperar por aquilo.

Ainda assim, a taxa de gravidez nessa fase é bastante baixa. A partir dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar de forma natural é de cerca de 10%. Dos 40 em diante, essa taxa cai para 5%.

Além disso, a mulher com idade avançada produz óvulos mais frágeis e com menos chances de serem fertilizados ou de se desenvolverem dentro do útero. Por isso, as alterações genéticas e deformações do embrião são comuns quando a gravidez ocorre em mulheres de mais idade.

Fertilização in vitro para uma gravidez tardia

Quando a mulher não consegue engravidar no seu período mais fértil, entre 20 e 35 anos de idade, mas continua com o desejo de ser mãe, a recomendação é optar por um tratamento de gravidez.

A fertilização in vitro é uma opção para a gravidez tardia, que ocorre a partir dos 40 anos de idade, mais especificamente. Junto com a doação de óvulos, esse procedimento pode dar à mulher a oportunidade de gerar um filho, ainda que tenha uma idade mais avançada.

Na fertilização in vitro, há estimulação ovariana para a produção de óvulos. Esses óvulos são retirados e fecundados em ambiente externo. Depois, são levados novamente para o útero para que a gestação se desenvolva.

Quando a mulher não produz mais óvulos ou oferece óvulos de baixa qualidade, ela precisa contar com a ajuda de outra mulher: a doadora de óvulos. O tratamento da FIV, então, é realizado nas duas interessadas.

A doadora é estimulada com uso de hormônios para a produção de óvulos fortes, enquanto a receptora passa por um tratamento para fortalecer o endométrio e o útero a fim de receber o embrião já fecundado.

A fertilização in vitro com ovodoação é uma técnica legalmente reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e aumenta as chances de gravidez tardia em até 50%, bem diferente da taxa natural que fica em torno de 5%.

Precisamos lembrar, entretanto, que a doação de óvulos tem que ser feita de forma espontânea, sem qualquer caráter lucrativo, envolvendo as duas partes.

Os riscos de uma gravidez tardia

Uma gravidez que ocorre quando a mulher tem mais de 40 anos é considerada de risco tanto para a mãe, quanto para o bebê. Diversos problemas podem surgir como diabetes gestacional, aborto espontâneo, aumento da hipertensão arterial gerando quadros de eclâmpsia, alterações genéticas e parto prematuro.

No entanto, isso não quer dizer que a mulher precise abandonar o sonho de ser mãe. Quer dizer que, ao optar por uma gravidez tardia, independente dos motivos que a levaram a essa condição, é preciso redobrar os cuidados e, assim, evitar a incidência dos problemas citados.

O acompanhamento com o obstetra deve acontecer durante todo o período da gravidez, com avaliações frequentes e relatos constantes ao médico, caso seja identificado algum incômodo inesperado ou diferente do esperado para o período.

Como vimos, não há possibilidade de uma gravidez natural quando a mulher está na menopausa. O que pode acontecer é a gravidez durante o climatério, o período que antecede a menopausa, no qual a mulher ainda ovula, mesmo que irregularmente. E, mesmo assim, as chances são reduzidas. A menopausa se caracteriza por 12 ou 24 meses de ausência total de menstruação, inviabilizando a fecundação, simplesmente porque não há óvulo a ser fecundado.

Para mulheres que estão tentando uma gravidez tardia, a opção é a fertilização in vitro, junto com a ovodoação. Ainda que haja riscos, estes são minimizados com controle rigoroso e acompanhamento frequente do médico obstetra, garantindo à mãe e ao bebê uma gestação saudável e segura.

 

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Quanto tempo esperar entre os ciclos de fertilização In vitro?

Fertilidade - seg, 04/12/2021 - 08:00

A fertilização in vitro é um dos tratamentos para engravidar mais comuns e mais eficazes também. Em média, as taxas de sucesso chegam a 55% por tentativa, chegando ao dobro de chances se comparado a uma gravidez que ocorre de forma espontânea, que tem incidência positiva de 20%. Contudo, um resultado satisfatório depende de inúmeros fatores e quando isso não acontece, a recomendação é uma nova tentativa. Mas, você sabe dizer quanto tempo é preciso esperar entre um ciclo e outro? Falaremos um pouco mais sobre isso a seguir. Confira.

Quando a primeira tentativa não dá certo

Para que a fertilização in vitro dê certo e a gravidez se concretize, é preciso que as condições sejam favoráveis, assim como deve ser em uma gravidez que ocorre naturalmente.

Assim, uma gravidez bem-sucedida depende de embriões saudáveis e sem deformidades e exige que o organismo da mulher esteja em boas condições para receber e acolher esse embrião. Qualquer alteração pode impedir a fixação do embrião no útero ou gerar um aborto espontâneo.

Quando a primeira tentativa de gravidez não tem um resultado positivo, o primeiro passo é identificar as causas dessa falha. O médico faz uma avaliação para diagnosticar o que houve de errado e sugere uma nova investida, com a correção dos problemas encontrados no tratamento anterior.

Desta forma, o médico pode pedir novos exames, fazer novos testes e investigar mais a fundo as causas da infertilidade no casal. É de extrema importância fazer esse novo levantamento de dados para que todas as possíveis causas sejam, de fato, eliminadas ainda na fase anterior ao implante do embrião.

Controlando a ansiedade

É importante deixar claro que o fato de um procedimento não ter dado certo não significa que a causa daquele impedimento ocorrerá novamente nas próximas tentativas. Também não quer dizer que a mulher jamais poderá ter filhos.

É muito comum que o casal tente achar culpados para a falha da gravidez, tenha picos de estresse ou perca a esperança de um dia ter filhos.

Apesar de ser uma reação normal e compreensível, esse tipo de sentimento não deve ser estimulado ou alimentado porque pode prejudicar ainda mais as tentativas futuras, além de não ser, de fato, uma interpretação real dos fatos. Não há um único culpado, mas um conjunto de fatores que podem estar atrapalhando a realização desse sonho.

Apesar da alta taxa de fertilidade da FIV, não podemos esquecer do outro lado: a porcentagem que não alcançou o resultado esperado. Por isso, cada caso deve ser avaliado na sua individualidade com a intenção de descobrir onde está o erro e fazer o possível para saná-lo o mais breve possível.

Quanto tempo esperar entre uma tentativa e outra?

Após um procedimento que não deu certo, o médico recomenda que o casal faça uma nova tentativa de engravidar. E, para isso, não é preciso esperar muito. No mês seguinte já é possível fazer um novo ciclo de fertilização in vitro.

Contudo, é preciso avaliar com ainda mais cuidado todas as condições para um novo tratamento, aumentando as chances de tudo sair como o desejado. O que deve ser observado na próxima tentativa de engravidar:

Idade da mulher

À medida que a mulher envelhece, a quantidade de óvulos que ela possui diminui, bem como a qualidade deles, o que atrapalha a fecundação e impede uma gestação saudável.

Embrião com boas condições

Óvulos de mulher em idade avançada costumam ser mais frágeis e, mesmo após a fecundação pelo espermatozoide, o embrião pode apresentar alguma alteração nos cromossomos, impedindo o seu desenvolvimento dentro do útero.

Endométrio receptivo ao embrião

A transferência do embrião para o útero precisa ocorrer durante a fase em que haja uma boa recepção do endométrio. Do contrário, o embrião é rejeitado e não consegue se fixar na parede uterina. 

Para evitar essa rejeição, a equipe médica deve observar se há a presença de algum problema no órgão como mioma, cisto, endometriose ou qualquer tipo de inflamação impedindo o avanço do processo.

A segunda tentativa pode ser mais eficaz do que a primeira. Por quê?

Sim, há razões para que a segunda tentativa da fertilização in vitro seja mais eficiente do que o primeiro procedimento. Essa afirmação reitera a necessidade do casal em continuar tentando e não desistir diante do primeiro obstáculo. Veja o porquê:

  • O médico já sabe o que não deu certo na primeira vez e tomará todos os cuidados para que tal problema não se repita no próximo procedimento, podendo mudar os medicamentos utilizados ou, até mesmo, a técnica realizada;
  • O casal também poderá corrigir alguns erros cometidos durante o tratamento. Poderão melhorar a alimentação, largar o cigarro e a bebida, fazer atividades físicas, controlar o estresse e a ansiedade, que também são fatores impeditivos da gestação;
  • O estímulo de óvulos ocorrido na primeira tentativa pode permanecer por mais tempo e se estender até o próximo ciclo, aumentando a quantidade de óvulos liberados no mês seguinte.

Por isso, o médico tem total segurança para sugerir uma nova tentativa, uma vez que existem chances reais desse procedimento dar certo e o casal conseguir engravidar, da forma como deseja.

Qual é o limite de tentativas?

Não existe uma quantidade de tentativas de fertilização in vitro permitidas ao casal. O que deve ser levado em conta são as características de cada um, suas condições de saúde, seus desejos, os motivos das falhas e a presença de chances reais da gravidez dar certo.

A fertilização in vitro, assim como todo tratamento para engravidar, não é um jogo de sorte e de tentativas aleatórias. Todas as etapas são realizadas de forma planejada, de acordo com as singularidades de cada casal e após avaliações minuciosas de cada procedimento realizado.

A fertilização in vitro é um dos métodos para engravidar mais utilizados porque possui ótimas taxas de resultados positivos. Contudo, é possível que o procedimento não ocorra como o esperado e o casal tenha que se deparar mais uma vez com uma nova tentativa. Felizmente, não é preciso esperar muito tempo para realizar o sonho de ter um filho e, no mês seguinte, já é possível dar início a um novo tratamento, dessa vez, com maiores chances de dar certo.

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O Glúten

Vascular Pro - ter, 04/06/2021 - 14:35

O glúten é um combinado de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutaminas, que se unem com o amido no endosperma (que nutre a planta embrionária durante a germinação) das sementes de vários cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale (híbrido de trigo e centeio) e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contém glúten, mas, normalmente, são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contêm essa substância, causando assim a contaminação da aveia pelos resíduos de glúten.

A viscosidade e elasticidade são propriedades naturais dos elementos proteicos do glúten, a gliadina (prolamina) e glutenina (glutelina). A gliadina (composta pelos aminoácidos sulfurados, cistina e cisteína) é uma proteína bastante extensível, mas pouco elástica, responsável pela ductibilidade e coesividade, enquanto a glutenina é o polímero responsável pela elasticidade da estrutura. A complexa mistura dessas duas cadeias proteicas longas resulta na formação da massa com propriedades de coesão e viscoelasticidade, na qual o glúten retém a água nos interstícios das cadeias proteicas.

Até recentemente acreditava-se que a intolerância ao glúten restringia-se aqueles que possuem doença celíaca e alergia ao trigo, porém, nos últimos anos, vários artigos científicos provaram que o glúten também afeta pessoas que não possuem essas doenças. Essa nova entidade foi nomeada de sensibilidade não-celíaca ao glúten. Mas não é tão nova assim, os primeiros relatos datam de 3 décadas atrás. Não se sabe a real prevalência da sensibilidade não celíaca ao glúten pois muitos pacientes fazem o auto diagnóstico e se tratam com dieta livre de glúten sem consulta médica, mas estima-se entre 6 a 63% da população. O problema aparenta ser mais frequente em mulheres jovens e de meia idade.

 

Os sintomas são semelhantes à síndrome do intestino irritável, como dor abdominal, flatulência, empachamento, diarreia, constipação, além de sintomas sistêmicos como dor de cabeça, dor muscular e articular, fadiga crônica, câimbras, dormência de membros, “mente embaçada”, perda de massa muscular, anemia, eczema, eritema, hiperatividade, ataxia, distúrbio de atenção e depressão. Os sintomas aparecem horas ou dias após a ingestão do glúten(1).

O diagnóstico é feito com o teste alimentar com dieta livre de glúten por três semanas. Não existe marcador laboratorial especifico para a sensibilidade não-celíaca ao glúten. Os marcadores anticorpos IgG antigliadina ocorrem em apenas metade dos pacientes.

O glúten também causa o aumento da permeabilidade intestinal. Quando ingerido, o glúten entre no trato gastrointestinal, e suas proteínas glutaminas e prolaminas são parcialmente hidrolisadas por proteases presentes no trato gastrointestinal. Ocorre aumento do peptídeo zonulina, envolvido regulação da junção celular, que aparentemente é responsável pelo aumento da permeabilidade intestinal.(2)

 

A alergia ao glúten é mediada por anticorpos IgE, sendo a ω5-gliadina o principal alérgeno.

 

Dieta livre de glúten.

 

Só existe um método provado de tratar a sensibilidade não-celíaca ao glúten, que, obviamente é a retirada completa do glúten da alimentação. Existe pouca informação sobre a quantidade mínima tolerável, que pode variar entre 10 a 100mg diários. A remoção completa de todo glúten da dieta não é factível por contaminação na preparação alimentar e presença de pequenas quantidades em alimentos e medicamentos.

Produtos sem glúten normalmente são feitos com farinhas e amidos refinados com baixa quantidade de fibras, necessárias para uma dieta saudável. A dieta livre de glúten também está associada a deficiência de vitamina C, B12, D e ácido fólico, portanto a ingesta de frutas e antioxidantes é recomendada. Alimentos sem glúten tem baixa quantidade de folato, sendo necessário reposição.

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Coito programado: o que é?

Fertilidade - dom, 04/04/2021 - 15:35

O coito programado é uma técnica bastante antiga, e de baixa complexidade, utilizada para aumentar as chances de gravidez diante de casos leves de infertilidade. Diferente dos outros tipos de tratamento, o coito programado é um procedimento simples, porém eficiente com resultados bastante satisfatórios para o casal. Vamos saber mais sobre o assunto?

O que é o coito programado?

O coito programado, também chamado de namoro programado ou relação programada, é um dos tipos de tratamento para engravidar que tem o objetivo de estimular a fertilidade da mulher.

A mulher é acompanhada por uma equipe médica que verifica o período em que o seu corpo estará mais propício para gerar um bebê. Com essa informação, o casal saberá o dia ideal para investir em mais relações sexuais e aumentar as chances de ter um filho.

Em alguns casos, a mulher pode receber uma pequena dose de hormônios para estimular a produção de óvulos pelos ovários. Todo esse processo é acompanhado por meio de exames de imagem, como o ultrassom.

Vantagens do coito programado

O coito programado é um procedimento simples, porém eficaz. Veja porque essa técnica viabiliza e aumenta as chances de uma gravidez natural.

  • O primeiro ponto, e o mais importante, é que o casal passa a saber qual é o momento exato para ter a relação sexual e aumentar as chances de engravidar;
  • Há um estímulo do ovário para que haja a liberação de óvulos de melhor qualidade;
  • O exame de ultrassom diagnostica o crescimento do endométrio, até que ele chegue à espessura ideal para o acolhimento do óvulo, entre 6 e 7 mm. Endométrio com paredes muito finas é uma das causas mais comuns para a não sobrevivência do embrião dentro do útero;
  • Saber qual será o momento propício para a gravidez também ajuda e orienta o homem a se preparar melhor para aquela data. Sabemos que um embrião forte e com ótimas condições de sobrevida depende diretamente da qualidade do espermatozoide.

Assim, o casal também pode usar o tempo que tem disponível até a data do coito programado para evitar ou aumentar a frequência de relações.

Vale lembrar que para gerar um espermatozoide de qualidade, o homem precisa ter relações sexuais em dias alternados, devendo evitar relações diárias. Também não pode passar muito tempo sem ejacular, por exemplo, pela mesma razão.

Indicações e requisitos do coito programado?

O coito programado é indicado para casos leves de infertilidade que, geralmente, são causados por ovulação irregular ou outros distúrbios ovulatórios. Geralmente, é a primeira opção de casais que tentam engravidar há alguns meses sem sucesso.

Também é uma alternativa para mulheres com mais de 35 anos, cuja produção de óvulos é bastante reduzida nesta fase. Caso o médico não encontre uma causa aparente da infertilidade, ele também pode recomendar a técnica do coito programado para a tentativa de gravidez.

Para que o casal possa realizar esse tratamento, é preciso que ele atenda a dois requisitos básicos. São eles:

A mulher deve apresentar tubas uterinas normais, o que é verificado por meio de três exames: 

  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Medição de dosagem hormonal;
  • Histerossalpingografia, exame que verifica a situação do útero e todos os seus componentes.

Já o homem deve ser capaz de produzir espermatozoides em quantidade e qualidade apropriados, o que também é facilmente diagnosticado através do exame espermograma.

Como é realizado o coito programado?

São basicamente três etapas que compõem o método do coito programado: o estímulo ovariano, a indução dos óvulos e a relação sexual na data correta. Saiba mais sobre essas etapas a seguir:

Estímulo ovariano

Na etapa inicial, a mulher recebe alguns hormônios, via oral ou injetável, que têm o objetivo de acelerar o crescimento dos folículos ovarianos, para que sejam produzidos óvulos com a qualidade necessária para a fecundação.

Esse procedimento acontece, em geral, a partir do 2° e 3° dia da menstruação, com doses sucessivas de hormônio ao longo dos próximos 5 ou 12 dias, dependendo do tipo de hormônio utilizado.

Indução ovular

A segunda fase do processo consiste na aplicação de outro hormônio, dessa vez para induzir a liberação de óvulos dentro de um determinado período. 

Esse hormônio é o HCG, também conhecido como hormônio da gravidez. Logo após a indução, o casal é orientado a manter relações sexuais para que o espermatozoide encontre o óvulo que foi liberado algumas horas atrás.

Todo esse processo de estímulo ovariano é complementado e acompanhado por exames de imagem como o ultrassom. É através dele que o médico consegue perceber as alterações no útero e no endométrio, esperadas para a recepção do óvulo e da fecundação.

Um ponto importante que deve ser destacado é em relação à quantidade de óvulos liberados nesse processo. O médico tem o cuidado de induzir a liberação de, no máximo, três óvulos. Essa limitação é para evitar a ocorrência de gestações múltiplas, o que pode ser arriscado para a mulher em idade avançada.

Relação sexual

A parte final desse procedimento é o coito, ou seja, a relação sexual, sem contraceptivo e dentro do período estabelecido pelo médico que acompanha o casal. Esse é o momento tão esperado para o casal, enfim, alcançar uma gravidez e deve ocorrer algumas horas depois do uso do hcg.

Taxa de sucesso do coito programado

O coito programado tem ótima taxa de sucesso. Cerca de 20% dos procedimentos têm um resultado positivo. O tratamento dura, em média, 15 dias desde a injeção de hormônios até a relação sexual. 

15 dias depois do coito, a mulher deve fazer o teste de gravidez para conferir o resultado. Ou seja, em um mês já é possível começar e terminar o tratamento.

Se o resultado do teste de gravidez for negativo, o casal pode continuar tentando engravidar, através dessa mesma técnica. Contudo, após três tentativas seguidas sem sucesso, é recomendado que o casal parta para outras opções de reprodução assistida.

Obviamente, cada caso deve ser avaliado com cuidado pelo médico que acompanha o casal e cabe a eles decidirem o que for melhor e mais conveniente para ambos.

O coito programado é uma técnica de reprodução assistida comumente utilizada por casais que não conseguem engravidar devido a algum problema simples de infertilidade ou quando a mulher apresenta ovulação irregular. É um método bastante simples, rápido e com boa taxa de eficácia. Contudo, a indicação desse ou de outro tratamento deve ser orientada pelo médico que acompanha o casal, de forma individualizada.

 

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Qual a frequência adequada de relações para aumentar as chances de engravidar?

Fertilidade - sab, 04/03/2021 - 16:33

Quando estão tentando engravidar, muitos casais acabam caindo na crença de quanto mais relações eles tiverem, maiores serão as chances dessa gravidez dar certo. Essa ansiedade é natural e compreensiva, uma vez que o processo de gestação desperta, de fato, muitas emoções nos envolvidos. Entretanto, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração antes de aumentar a frequência da relação sexual e é sobre isso que falaremos adiante.

Por que ter relações todos os dias não ajuda?

Parece natural pensar que quanto mais relação um casal tiver, mais rapidamente a mulher vai engravidar. E é isso que muitos deles fazem. No entanto, não é assim que acontece. Ter relações todos os dias não garante que a gravidez ocorra mais rápido.

É preciso levar em conta alguns fatores como o período fértil da mulher e também o intervalo entre as relações, fundamental para a qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem. Falaremos melhor sobre esses dois fatores adiante.

Então, ter relações sexuais todos os dias para engravidar, sem saber se está no período fértil ou não pode gerar bastante frustração aos dois. Além disso, pode se tornar até um fator impeditivo da gravidez, uma vez que a ejaculação frequente não contribui para a boa qualidade dos espermatozoides.

Frequência ideal de relações para conseguir engravidar

O ideal é que se mantenha 1 relação sexual no período fértil da mulher em dias intercalados. Veja a seguir o porquê desse cuidado.

Período fértil da mulher

O período fértil da mulher é aquele em que o ovário libera o óvulo em direção ao útero para que ele seja fecundado por um espermatozoide. Para o homem não há período fértil, mas para a mulher esse momento existe e é durante esse tempo que a gravidez pode acontecer.

Por isso, ter relações fora do período de ovulação na esperança de engravidar é algo que não funciona porque o espermatozoide chega ao útero, mas não encontra óvulo para fecundar. Portanto, é fundamental que a mulher reconheça o momento realmente propício para uma gravidez.

Intervalos entre uma relação e outra

Até aqui você já sabe que precisa ter relações sexuais com o seu parceiro dentro do período fértil para ter mais chances de engravidar. Além disso, não precisa ter relações diárias, mas sim de maneira intercalada. Ou seja, um dia sim e outro não.

Respeitar esse espaço de tempo entre uma relação e outra é importante por causa de alguns fatores. Quando passa de 1 a 3 dias sem ejacular, o homem garante uma quantidade maior de sêmen, o que também implica em espermatozoides maduros e fortes, mais indicados para aumentar as chances de uma gravidez.

Entretanto, passar muito tempo sem ejacular pode causar o efeito contrário, ou seja, a má qualidade desses espermatozoides. Por isso, o ideal é manter relações com 1 ou 2 dias de intervalo, dentro do período fértil da mulher.

Vale lembrar também que, quando está dentro do útero, o espermatozoide pode sobreviver por até 72 horas, possibilitando a gravidez mesmo em um dia em que não há relação sexual. Enquanto isso, o óvulo tem uma sobrevida de até 24 horas após ser lançado no útero.

Como identificar o período fértil

Mas, como saber qual é o seu período fértil para, então, ter relações sexuais e aumentar as chances de uma gestação? Em primeiro lugar, a mulher precisa saber como funciona o seu ciclo menstrual, identificar os dias em que está mais propícia para engravidar.

Um ciclo regular dura cerca de 28 dias. Começa com o início do período menstrual e termina quando chega a menstruação seguinte. 11 dias depois, a mulher já está em período fértil que pode durar até o 17° dia. Vejamos um exemplo:

Uma mulher que tem um ciclo regular de 28 dias, cujo período menstrual começou no dia 5 de abril, estará no período fértil entre os dias 15 e 21 de abril. Ou seja, o período fértil começa três dias antes da metade do ciclo e termina três dias depois.

Vale fazer essas anotações na agenda para não esquecer e se confundir. De posse dessa informação, a mulher e seu parceiro já podem se programar para manter relações sexuais dentro desses 7 dias, de forma alternada, sem uso de contraceptivo.

Calcule seu próximo dia fértil aqui.

Mulher com ovulação irregular

Quando a mulher não tem um ciclo regular, ou seja, quando a menstruação não segue um padrão de começo e fim, é bem mais difícil identificar o período fértil. Nesses casos, para aumentar as chances de engravidar, o recomendado é que ela mantenha relações sexuais cerca de 3 vezes por semana, logo que a menstruação finalizar.

Além disso, a mulher também pode ficar atenta a alguns sinais que o corpo oferece quando a ovulação está próxima como, por exemplo:

  • Aumento da temperatura corporal;
  • Muco vaginal mais espesso e elástico;
  • Dor uterina leve. Esse sinal é relatado por algumas mulheres e pode acontecer na hora da liberação do óvulo, quando há a ruptura do folículo, gerando um pequeno desconforto na região da pelve.

Quando a mulher com ciclo irregular não consegue engravidar de forma espontânea, ela pode iniciar um tratamento de gravidez. Uma opção é o Coito Programado.

Nesse tratamento, a mulher é acompanhada pelo médico que verifica o momento mais propício para a gravidez, ou seja, o seu período fértil. Também pode haver estimulação dos ovários para uma produção melhor dos óvulos que serão fecundados.

Chances da mulher engravidar no período fértil

Manter relações sexuais dentro do período fértil aumenta as chances de engravidar, mas não garante eficácia de 100%. Um casal saudável, em que a mulher tenha menos de 35 anos, e que mantenha relações sexuais frequentes, tem a probabilidade de 20% de engravidar em um mês. Ou seja, de 10 casais nessas condições, que tentam engravidar em um mês, 2 deles obterá sucesso.

E quando existe algum fator impeditivo para a gestação, como infertilidade no homem ou na mulher, doenças genéticas ou ginecológicas, dentre outras, as chances de uma gravidez reduzem mais ainda. Por isso, diante de uma negativa ao tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica para identificar as razões e fazer o tratamento necessário.

Sendo assim, podemos concluir que manter 1 relação sexual, de maneira alternada, dentro do período fértil é suficiente para que ocorra a tão sonhada gravidez do casal. Para isso, a mulher precisa conhecer seu ciclo menstrual e reconhecer o período em que os óvulos são liberados para encontrar o espermatozoide, ou seja, o período fértil. Se, mesmo com insistência, o resultado for negativo, convém buscar orientação médica e iniciar um tratamento de gravidez, se for o caso.

 

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Como saber se a artéria está entupida?

Vascular Pro - sab, 03/27/2021 - 11:51

Quando uma artéria está entupida, o corpo costuma apresentar alguns sintomas indicando que algo não está bem. Estar atento a esses sinais é de extrema importância para que o indivíduo consiga antecipar o diagnóstico e começar o tratamento da doença que está causando o entupimento o mais rápido possível. Você saberia dizer quais sintomas o corpo emite quando uma artéria está entupida? No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre isso.

O que é uma artéria entupida?

Dizemos que uma artéria está entupida quando o sangue não circula corretamente dentro dela. Isto é, quando o fluxo sanguíneo é interrompido por alguma má formação na parede dos vasos ou pela presença de algum coágulo que impede esse fluxo.

Quando essa obstrução acontece, os órgãos e os tecidos da região onde está a artéria entupida ficam comprometidos por falta de oxigênio, que chega até eles através da circulação sanguínea. As artérias localizadas nos membros inferiores são comumente afetadas por esses bloqueios, gerando desconfortos sucessivos, bem como outras áreas do corpo.

Principais causas do entupimento das artérias

Mas, o que causa o entupimento das artérias? Existem algumas doenças responsáveis por esse problema. Podemos listar:

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença comum que se caracteriza pelo endurecimento das artérias. Esse endurecimento pode ser provocado pelo acúmulo de gordura nos vasos ou por desgaste natural das veias devido ao envelhecimento do corpo.

A aterosclerose não costuma apresentar sintomas na sua fase inicial, mas sim quando as artérias estão muito comprometidas, o que ressalta mais ainda a importância do diagnóstico precoce.

Doença arterial periférica

É uma doença provocada pela aterosclerose e atinge a região periférica do corpo, como pernas e pés. O sangue não circula normalmente nessa região, comprometendo a saúde das pernas e gerando diversos desconfortos.

Além de dor e desconforto na região, a doença arterial periférica pode causar mudança de coloração nas pernas e extremidades dos dedos dos pés, ferimentos que demoram a cicatrizar, unhas que demoram a crescer, perda de sensibilidade dentre outros sintomas.

Embolia arterial

O desprendimento de um coagulo e sua migração para outro local é a embolia, que pode ocorrer no sistema arterial. A fonte desse coágulo pode ser o coração, a parede doente da artéria, ou mesmo um trombo venoso numa situação muito particular que é a embolia paradoxal.

Quando não tratada corretamente, a embolia arterial pode evoluir para gangrena e necrose.

É um evento de aparecimento súbito, com dor intensa nos membros.

Como saber se uma artéria está entupida?

Existem três maneiras que, em conjunto, ajudam o indivíduo a perceber a presença de algum problema de circulação causado por entupimento de artérias. As dicas são:

Fique atento aos sintomas

Quando o sangue não circula normalmente dentro das artérias, o corpo logo apresenta sinais que facilitam a identificação da doença. E esse é o primeiro ponto a ser analisado. Fique atento a:

  • Cansaço e fraqueza nas pernas;
  • Formigamento;
  • Pequenos ferimentos e úlceras difíceis de cicatrizar;
  • Inchaço;
  • Dor intensa, mesmo estando em repouso;
  • Dificuldade de caminhar;
  • Pele avermelhada por causa da retenção de sangue;
  • Sensação de calor ou frio na região afetada;
  • Perda de pelo;
  • Necrose nas pernas, em estágio mais grave da má circulação e que pode evoluir para amputações;
  • Dor no peito, caso a artéria entupida seja uma coronária;
  • Confusão mental e tontura, caso a artéria bloqueada seja na cabeça.
Busque uma consulta médica com um médico vascular

Ao perceber um ou mais sintomas listados acima, é de extrema importância e urgência buscar ajuda médica com um especialista nesse tipo de enfermidade que é o cirurgião vascular.

O médico tem experiência suficiente para perceber a causa do incômodo descrito pelo paciente e pode fazer um diagnóstico com base nos seus conhecimentos, solicitando exames para confirmar ou não a sua suspeita.

Realize os exames solicitados

Os exames são ferramentas fundamentais para garantir a certeza do diagnóstico do médico. Além de identificar uma artéria entupida, os exames podem medir o grau de comprometimento das artérias, facilitando a compreensão da doença e melhor sugestão de tratamento. Os exames mais comuns para identificação de artéria entupida são:

Cateterismo: é um exame invasivo, com introdução de um cateter nas veias e artérias, a fim de identificar obstruções nas artérias coronárias. É um exame muito utilizado para diagnóstico e tratamento de problemas vasculares e cardíacos.

Ecocardiograma: outro exame que também permite ao médico a identificação de artérias entupidas, mas precisamente aquelas que envolvem o coração. É um exame de imagem simples e de rápida execução.

Angiotomografia: esse é um exame de imagem que permite que o médico visualize a presença de placas de gordura dentro das artérias, provocando o bloqueio do sangue.

Ecografia/Ecodoppler: também é um exame de imagem que permite ver a situação das artérias e perceber se há ou não obstáculos impedindo o fluxo do sangue.

Medição de pulsos e pressão: quando o paciente tem algum problema de circulação na região das pernas, como resultado de alguma doença periférica, a pressão nessa região é menor do que em outras partes do corpo, o que pode ser verificado pelo médico que está fazendo a avaliação inicial.

Como vimos, a artéria entupida é uma condição que afeta boa parte da população em geral e normalmente a causa dessa obstrução está relacionada à presença de placas de gordura nos vasos, mas também pode ser provocada por alterações na parede de veias, vasos e artérias, dificultando o fluxo natural do sangue. A melhor forma de perceber se está sofrendo ou não com uma artéria entupida é ficar atento aos sintomas listados aqui, procurar um médico vascular e seguir todas as orientações recomendadas.

 

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Por que meu tratamento de gravidez não está dando certo?

Fertilidade - sex, 03/26/2021 - 17:17

O tratamento de gravidez é uma alternativa muito buscada por casais que não conseguem engravidar de maneira espontânea. Os resultados são bastante positivos. Contudo, nem sempre tudo sai de acordo com o esperado, o que acaba gerando frustração não só nos futuros papais, mas também em toda a equipe médica envolvida nesse processo. Existem muitas dúvidas a respeito dos motivos que impedem um tratamento de gravidez de dar certo e hoje falaremos mais sobre isso.

Minha gravidez não deu certo. E agora?

Dizemos que o tratamento de gravidez falhou quando o resultado não é obtido, ou seja, quando a mulher não conseguiu engravidar ou quando ela sofreu aborto espontâneo ao longo da gestação. O fato é que não existe um único motivo que possa atrapalhar a gravidez assistida.

Existem variáveis diversas que atingem a mulher em maior ou menor grau, impedindo a gestação. Normalmente, essa falha está associada às causas da infertilidade no homem ou na mulher, que os induziram a buscar ajuda médica para engravidar.

É, portanto, uma questão individual que precisa ser averiguada de forma específica. E a primeira coisa que o casal deve fazer é procurar o médico responsável pelo procedimento para tentar descobrir o que deu errado.

 

Possíveis causas de falhas no tratamento de gravidez

Sabemos que o médico responsável pelo procedimento toma todas as precauções possíveis antes de iniciar o tratamento, conhecendo o histórico da paciente, buscando doenças que comprometem a fertilidade tanto no homem quanto na mulher, solicitando exames para fechar diagnósticos etc.

Ainda assim, é possível que alguns fatores prevaleçam e atrapalhem todas as medidas de prevenção aplicadas antes e durante o tratamento, gerando uma frustração em todos. A taxa de sucesso de um tratamento de gravidez como a Fertilização In Vitro, por exemplo, pode chegar a 60% dos casos. Os outros 40% que não deram certo podem ter relação com algumas das causas abaixo. Confira.

Mulher com idade avançada

A partir dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar de maneira espontânea caem consideravelmente. Com o tratamento de gravidez, as chances aumentam, mas, ainda assim, há riscos de um resultado negativo.

Isso acontece por causa do envelhecimento natural do corpo, da redução no número de óvulos produzidos e liberados pela mulher e também porque a idade avançada aumenta as chances de alterações genéticas nos embriões, dificultando e até impedindo o seu desenvolvimento.

Processos inflamatórios crônicos

Doenças ou inflamações que atingem a região do útero são responsáveis por boa parte das falhas na gravidez. Essas alterações podem surgir durante a gestação ou podem não ter sido diagnosticadas durante a fase de preparação da mulher.

Outra possível causa é o fato do endométrio não estar pronto para receber aquele embrião introduzido no útero, o que também pode acontecer devido a processos inflamatórios locais. Como resultado, o embrião não encontra um ambiente satisfatório para o seu desenvolvimento.

Baixa qualidade dos espermatozoides

Ainda que o médico faça a seleção dos melhores espermatozoides para a fecundação do óvulo, é possível que os escolhidos apresentem algum problema ao longo do processo. Geralmente, esses espermatozoides de má qualidade estão mais relacionados aos abortos espontâneos.

Alterações nos embriões

Problemas embrionários são responsáveis pela maioria das falhas na gravidez assistida. No caso da FIV, a transferência de um embrião no momento errado de sua evolução compromete o seu desenvolvimento, impedindo a gravidez.

Além disso, o embrião pode trazer alguma alteração genética não identificada pelo médico durante a avaliação e no processo de escolha. Essa deformidade impede que o embrião tenha a evolução esperada.

O que fazer para reduzir essas falhas?

Como dissemos, cada caso é único e deve ser averiguado de forma individual. O médico precisa identificar e avaliar as possíveis causas da não gestação e tomar medidas de precaução para uma nova tentativa. Existem algumas maneiras de fazer isso. Vejamos.

Estudar alterações genéticas do embrião

Se for essa a provável causa, o médico faz um estudo genético do embrião, avaliando e optando por aqueles que não tenham anormalidades genéticas. Só depois, esses embriões são introduzidos no útero.

Avaliação do endométrio

Se a causa da não gravidez tiver relação com problemas no endométrio, que é uma razão bastante comum, o médico também vai reavaliar essa região uterina, identificar o melhor momento em que o embrião será mais aceito ou prevenir e tratar processos inflamatórios para que eles não comprometam o processo de gestação.

Além dessas medidas, o médico deve sugerir outras estratégias igualmente eficazes para que o casal tenha resultados satisfatórios na próxima tentativa de engravidar. Essas e outras técnicas dependem exclusivamente das características de cada paciente.

O que é possível fazer para aumentar as chances de engravidar durante o tratamento?

Não existe uma lista efetiva de recomendações que possam favorecer a gravidez. Mas, existem algumas dicas que melhoram a fertilidade do casal, uma vez que contribuem para a saúde do corpo como um todo.

  • Reduzir ou eliminar hábitos não saudáveis como o tabagismo e o alcoolismo;
  • Manter uma alimentação saudável com preferência para alimentos naturais, reduzindo industrializados e processados;
  • Sair do sedentarismo e se manter em movimento;
  • Ficar longe de situações de estresse, buscando maneiras de relaxar e descansar sempre que possível;
  • Controlar os níveis de ansiedade, por mais que seja um pouco mais difícil nesse momento tão importante para a família;
  • Por fim, é preciso ter muita paciência. Como vimos, os resultados positivos têm um ótimo índice, porém, não podemos deixar de observar todos os casos que não deram certo. Então, é uma situação normal, mesmo que não seja a ideal.

O importante é continuar insistindo, seguindo os protocolos e recomendações da equipe médica, controlando o que estiver ao seu alcance como o cultivo de bons hábitos, a redução do estresse e da ansiedade e tendo boas noites de sono para que o trajeto em busca da gravidez seja tão satisfatório quanto o resultado esperado.

O tratamento para gravidez traz resultados fantásticos para os casais que sonham em ter filhos, mas, como todo procedimento médico, pode apresentar falhas, sendo estas motivadas por inúmeros fatores. Essas possíveis causas são averiguadas pela equipe médica responsável que sugere alterações no tratamento para a obtenção de resultados satisfatórios para ambas as partes.

 

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Urticária colinérgica

Vascular Pro - sex, 03/26/2021 - 09:30

Na urticária colinérgica, a formação de caroços, placas ou manchas avermelhadas pelo corpo é mais comum em situações onde ocorre o aumento da temperatura do corpo, como exercícios físicos intensos, banhos quentes, calor excessivo, estresse, consumo de bebidas e alimentos quentes e apimentados e contato com substâncias quentes, como compressas, por exemplo.

É um tipo de alergia que faz parte do grupo de urticárias que são desencadeadas por estímulos físicos, como calor, sol, frio, contato com produtos e suor, sendo que é comum a pessoa que apresenta ter mais de um tipo.

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Sintomas da Gravidez

Fertilidade - sex, 03/26/2021 - 09:06
Vamos direto ao assunto? Não sabe se está gravida ainda? e quer descobrir?

Caso tenha chegado nessa página para descobrir se está grávida no momento, temos as seguintes opções:

Teste de sintomas de Gravidez: Como saber se você está grávida – Sinais e sintomas que podem ajudar a diagnosticar uma gravidez.

Quando fazer o teste laboratorial de gravidez? – Quer saber o melhor momento para realizar o teste de gravidez de farmácia? Esse cálculo vai te ajudar nisso.

 

Já sabe que está grávida?

A gestação é um saquinho de surpresas, a cada fase uma nova sensação, mudanças no nosso organismo para se adaptar a esta nova condição, para você  ir se acostumando com a idéia e saber o que é comum sentir na gravidez e não necessariamente precisar de tratamento aí vão algumas dicas de  “o que esperar quando se esta esperando…”

Algumas mulheres buscam ajuda nas redes sociais, mas nós estamos aqui, prontos para te ajudar.

Durante a gestação o obstetra será o seu médico principal.

No início da gravidez você poderá sentir:

  • Náuseas e vômitos;
  • Aumento das mamas e dor;
  • Escurecimento dos mamilos;
  • Sono;
  • Prisão de ventre;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça;
  • Aumento da freqüência de urinar;

A boa notícia é que as náuseas na maioria das mulheres acaba após os 3 meses de gravidez assim como aquele sono incontrolável. Para os outros sintomas não esqueça de pedir orientação ao seu médico pois tudo pode ser contornável por medicações sintomáticas e alimentação adequada.

Mas, durante toda gestação ainda poderá ocorrer:

  • Manchas na pele (cloasma gravídico);
  • Aparecimento de linha escurecida no abdome;
  • Estrias;
  • Dor nas costas;
  • Azia;
  • Dificuldade para dormir, pelo aumento da barriga e mamas;
  • Dor nas pernas;
  • Propensão a desenvolver varizes nas mulheres predispostas;
  • Pré disposição a hemorróidas;
 

Aqui listamos algumas modificações do organismo materno, lembrando que nem todas as mulheres por regra passarão por todas estas fases.

Lembrem-se: para que sua gravidez seja tranqüila é importante um acompanhamento Pré Natal adequado, hábitos de vida e alimentares saudáveis, exercício físico a partir do segundo trimestre de gravidez com orientação médica pela obstetra.

 

Sintomas da Gravidez

Lista de sinais e sintomas da gravidez (teste de sintomas de gravidez):

Saber cedo que está grávida é muito importante para que a mulher inicie o seu seguimento pré-natal o mais cedo possível. As mulheres que ficam sabendo da gestação nas primeiras semanas podem tomar medidas que beneficiam o feto como: melhorar o controle da glicemia no sangue, melhorar a dieta, usar suplementos como ácido fólico e ferro, controlar a pressão arterial, tratar eventuais infecções precocemente e evitar o consumo de álcool ou drogas potencialmente nocivas ao bebê no primeiro trimestre de gestação

Os primeiros sinais e sintomas da gravidez surgem frequentemente após três semanas da fecundação. Em alguns casos, a gravidez já mostra sinais tão cedo quanto o sexto dia após a concepção. Então, apesar de não ser comum, é perfeitamente possível a mulher já apresentar sintomas de gravidez antes da menstruação atrasar.

Os 20 primeiros sintomas de gravidez são:

  • Sangramento vaginal.
  • Atraso menstrual.
  • Cólicas ou dor abdominal.
  • Aumento dos seios ou dor nas mamas.
  • Alterações na aparência dos seios.
  • Náuseas e vômitos.
  • Constipação intestinal.
  • Inchaço abdominal.
  • Cansaço e sono excessivo.
  • Vontade frequente de urinar.
  • Desejos alimentares.
  • Alteração do paladar.
  • Aversão a odores fortes.
  • Aumento dos gases.
  • Tonturas.
  • Variações do humor.
  • Dor de cabeça.
  • Dor lombar.
  • Acne.
  • Corrimento vaginal.
  

Antes de seguirmos, é importante salientar que os sinais e sintomas de gravidez não são os mesmos para todas as mulheres. Além disso, uma mesma mãe pode ter sintomas completamente diferentes entre duas gestações distintas. Os sinais de gravidez podem também variar em sua intensidade, frequência e duração.

Tenha em mente que muitos dos sintomas precoces da gestação podem parecer semelhantes aos desconfortos pré-menstruais que você está habituada. As mulheres que não estão tentando engravidar não ficam muito atentas aos sinais do seu corpo, e os primeiros sintomas da gravidez podem passar despercebidos, sendo confundidos com os sinais de uma menstruação a caminho.

Procure sem o obstetra e ginecologista para acompanhar sua gestação, assim problemas como gravidez ectópica e outros podem ser resolvidos cedo.

Ter um bebê pode ser o sonho de muitas mulheres. Às vezes o atraso da menstruação é a primeira dica entre todos os sintomas de que a mulher está grávida. A gravidez pode apresentar diferentes sintomas em cada semana da gestação.

Quer saber o melhor momento de fazer um teste de gravidez?

Fizemos uma calculadora para ajudar a saber o melhor momento para se fazer o teste de gravidez. Veja aqui quando fazer o teste de gravidez.

jQuery(document).ready(function($) { var delay = 100; setTimeout(function() { $('.elementor-tab-title').removeClass('elementor-active'); $('.elementor-tab-content').css('display', 'none'); }, delay); }); Bibliografia Rizk, B; Garcia-Velasco, J; Sallam, H; Infertility and Assisted Reproduction. 2008. Cambridge University Press. Te Linde. Ginecologia Operatoria. 8ed. Rock Thompson.

Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Investigando a Linguagem do Tratamento de Fertilidade: IIU Explicada

Fertilidade - qui, 03/25/2021 - 18:08

Existem muitos diferentes procedimentos de tratamento para ajudar a engravidar. IIU, também conhecida como inseminação intrauterina ou inseminação artificial, é um dos mais comuns procedimentos para tratamento de fertilidade utilizados atualmente.

 

Para Que Serve a Inseminação Intra-uterina (IIU)?

 

IIUs são usadas para tratar muitos diagnósticos diferentes de infertilidade, incluindo:

 

O Que Acontece Durante um Procedimento de IIU?

 

IIU pode ser feita com ou sem medicamentos que impulsionam a ovulação. Se uma IIU é feita com medicamentos, em seguida, os ovários são estimulados para produzir uma pequena quantidade de óvulos maduros. Diferente da FIV (Fertilização In Vitro), onde os óvulos são retirados e então fertilizados, com uma IIU, a ênfase está em garantir que haja apenas alguns óvulos para emergir. Há uma possibilidade de gestações múltiplas quando é feita uma IIU e mais do que apenas alguns óvulos maduros emergem, então é preciso que haja um cuidadoso e consistente monitoramento.

Quando os óvulos estão maduros, há um “gatilho” de injeção – uma medicação que estimula os folículos (bolsas cheias de fluido que contêm os óvulos) para liberar os óvulos. Em seguida, o esperma é coletado, através de masturbação e dado ao laboratório do programa de fertilidade para ser preparado. O esperma é cuidadosamente preparado e então introduzido dentro do útero através do colo do útero, usando um pequeno cateter.

Muitos programas de fertilidade fazem duas inseminações em cada ciclo para maximizar a probabilidade dos espermatozoides atingirem os óvulos no momento ideal.

Há poucos cuidados após o procedimento que precisam ser feitos. As inseminações normalmente não causam dor. Não há atividades específicas que você precise evitar ou que você precise tomar precauções. Apesar disso, a maioria dos programas e clínicas de fertilidade desaconselha exercício físico muito intenso.

Alguns procedimentos de fertilidade incluem medicamentos após a IIU para a reforçar ainda mais a implantação precoce.

E depois há a espera.

Para obter mais informações sobre a IIU, por favor entre em contato conosco. Se você tem tentado engravidar há um ano, é hora de procurar ajuda.

 

 

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Anomalias das trompas

Fertilidade - qui, 03/25/2021 - 07:16

As trompas de Falópio são dois “tubos” contráteis anexados ao lado esquerdo e ao lado direito do útero. Cada tubo estende-se desde o útero para o ovário e sua função é pegar o óvulo, assim que ele é liberado do ovário. As extremidades das trompas de falópio são alargadas e têm delicadas estruturas semelhantes a dedos chamadas fímbrias. Quando o ovário libera um óvulo ou ovócito, as fímbrias pegam o óvulo e o direcionam para dentro do tubo. Enquanto o óvulo passa pelas trompas de Falópio, ele recebe nutrição e um ambiente perfeito para a fertilização. O óvulo e o espermatozoide geralmente se encontram na porção distal do tubo, onde ocorre a fecundação. É vital que a trompa de Falópio esteja aberta e funcionando corretamente para permitir que o óvulo e o espermatozoide se encontrem e que o óvulo fertilizado se mova até o útero para implantação.

Tubos que tenham sido danificados por infecção prévia ou endometriose podem afetar severamente a chance de um casal conseguir a gravidez. Também existem Anormalidades Congênitas das trompas de falópio que podem dificultar a captação do óvulo.

 

Obstrução Tubária

 

Mulheres que tiveram infecções pélvicas, endometriose ou cirurgia que envolvem inflamação podem causar cicatrizes ao redor do útero e das trompas de Falópio. Mulheres que tiveram uma gravidez ectópica podem também ter obstrução tubária. A obstrução pode ser causada por várias outras condições, tais como:

  • Infecções pélvicas (tais como a doença inflamatória pélvica e doenças sexualmente transmissíveis)
  • Uma ruptura do apêndice ou cirurgia na pelve ou abdômen inferior
  • Uma gravidez tubária ou ectópica, nas trompas de Falópio
  • Malformação das trompas de Falópio
  • Endometriose
  • Aderências pélvicas entre estruturas normalmente não conectadas no útero ou na pelve
  • Anormalidades Congênitas

 

Hidrossalpinge

 

Uma trompa de Falópio bloqueada que se torne preenchida com líquido é chamada de hidrossalpinge. Esta não só causa infertilidade, como também pode reduzir a eficácia de outros tratamentos de infertilidade. A condição ocorre quando há lesão nas Trompas de Falópio, geralmente devido a infecção, que faz com que a extremidade do tubo se feche. Como resultado, o fluido fica retido no tubo e faz com que ele inche. Este fluido normalmente vazaria para fora da extremidade do tubo, mas já que o tubo está bloqueado na verdade os vazamentos retornam para o útero. Este fluido mostrou ser capaz de diminuir as chances de engravidar, em uma quantidade significativa. Se um embrião é implantado no útero usando FIV, este refluxo das trompas no útero pode diminuir as chances de sucesso de um terço à metade, a menos que seja tratado antes do tempo.

O sintoma mais comum de obstrução tubária é a infertilidade.

 

Diagnóstico de Danos Tubais

 

Fator Tubário e infertilidade é um problema muito comum e por causa disso nós rotineiramente examinamos para determinar se os tubos estão abertos e se não estão danificados, como parte dos testes habituais de fertilidade. No Plano de FIV nós rotineiramente usamos um dos dois tipos de exames de diagnóstico para verificar a permeabilidade tubária em um histerosalpingograma (HSG) e em um procedimento cirúrgico, a laparoscopia diagnóstica.

 

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Conexão da endometriose com a Infertilidade

Fertilidade - qua, 03/24/2021 - 18:16

A Endometriose Pode Ser Responsável por Até 70% das Mulheres Afetadas por Infertilidade e Dor Pélvica

A endometriose é uma condição de hormônio sensibilizados – como os ovários produzem hormônios normalmente todo mês, a endometriose pode crescer e piorar. A dor da endometriose geralmente ocorre antes e durante um ciclo menstrual. Esta dor cíclica e o crescimento da endometriose pode ser tratado com medicamentos que inibem a função ovariana. Isso significa que os ovários não estão produzindo óvulos durante o mês, e isto também evitará que a gravidez ocorra. É por isso que é difícil de tratar a endometriose associada com infertilidade – para casais tentando engravidar, nossos tratamentos de fertilidade muitas vezes estimulam os ovários a produzirem mais óvulos e mais hormônios durante o ciclo menstrual, e isso nada faz para tratar a dor associada com a endometriose. Na verdade, pode aumentar a dor. Para as mulheres com infertilidade e dor pélvica relacionada com endometriose, nosso objetivo é ajudar a gravidez a ocorrer mais rapidamente, reduzindo a quantidade de tempo em que o paciente sente a dor que ocorre com o ciclo menstrual.

Ciclos de tratamento de fertilidade são geralmente a melhor forma de tratamento em vez de cirurgia laparoscópica para as mulheres que estão tentando engravidar com endometriose.  Às vezes, no entanto, a cirurgia para endometriose pode ser realizada antes do tratamento de fertilidade, especialmente se a dor pélvica for um fator significativo. A cirurgia para endometriose é muito boa para aliviar a dor pélvica, mas provavelmente apenas minimamente aumentará a probabilidade de uma gravidez natural ou diminuirá a necessidade de tratamento de fertilidade quando a mulher está pronta para engravidar.

A endometriose, infelizmente, não pode ser completamente curada. A dor pélvica pode ser minimizada e a infertilidade pode ser superada com o tratamento, mas a inflamação pélvica e a presença das células dentro da pelve com endometriose geralmente continuam ao longo da vida reprodutiva feminina. Às vezes a endometriose pode progredir e causar dor pélvica crônica, que é muito difícil de tratar.

O Que Mais Você Pode Fazer Se Você Tem Endometriose?

Como com qualquer condição crônica, existem algumas maneiras de administrar a endometriose. Novos medicamentos estão sendo explorados e o controle de natalidade continua a ser uma forma adequada para impedir que as células indesejáveis se proliferem. Existem também vários estudos que estão sendo realizados, incluindo o estudo ROSE. ROSE significa Research OutSmarts Endometriosis (Pesquisa para Superação da Endometriose) e está em conjunção com a Endometriosis Foundation of America, fundada por Padma Lakshmi, uma respeitada celebridade que quando diagnosticada com endometriose saiu publicamente para apoiar outras que sofrem com a dor da endometriose. Você pode ler mais sobre esse estudo e ver se é uma boa escolha para você. 

Se precisar de ajuda com a dor pélvica, com a infertilidade ou se tem suspeita de endometriose, estamos aqui para ajudar. 

 

 

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Taxa de fertilidade

Fertilidade - qua, 03/24/2021 - 08:29

As estatísticas da reprodução humana e taxa de fertilidade variam com o país, com as clínicas e com a causa da infertilidade. Os números aqui apresentados se referem a uma grande avaliação feita pela Red Lara (Red Latinoamericana de Reproducción Asistida).

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Congelamento de Óvulos

Fertilidade - ter, 03/23/2021 - 17:43
A dra. Juliana Amato (CRM 106.072) explica o processo de congelamento de óvulos e para quais mulheres ele é mais indicado. Confira tudo no vídeo!       ***** Transcrição: Eu sou a Doutora Juliana, sou especialista em ginecologia obstetrícia e reprodução assistida. Então, hoje nós vamos falar um pouquinho sobre congelamento de óvulos. As mulheres hoje em dia se casam mais tarde, querem estudar, fazer mestrado, doutorado, viajar, qualquer que seja o plano delas elas têm filhos mais tarde. O que a gente tem que colocar em mente que a mulher até os 35 anos ela pode engravidar com saúde, depois dos 35 anos a gente tem uma queda dessa reserva folicular, ou seja, uma queda da fertilidade e isso em estudos em várias populações mundiais a gente vê que isso acontece após os 35 anos. O que que a mulher ela deve ter em mente? Em preservar a sua fertilidade, e como isso não feito? Com congelamento de óvulos. Quais são as candidatas para congelamento de óvulos? Mulheres até 35 anos que não queiram engravidar por agora, que tenham algum plano de saúde ou que não tenha perspectiva de gravidez. Após os 35 anos o congelamento pode ser feito, mas as taxas de sucesso de descongelamento da fertilização in vitro são menores. Tem um diagnóstico de câncer de mama ou de câncer de ovário, converse primeiro com seu oncologista, o ideal é que se faça um ciclo de estimulação de ovulação antes do tratamento da quimioterapia ou da radioterapia se congele esses óculos para depois fazer o tratamento da quimioterapia ou da radioterapia, se congele esses óvulos para depois fazer o tratamento, pois os quimioterápicos eles tendem a reduzir muito drasticamente a reserva ovariana. Esses e outros assuntos vocês podem acessar também nas nossas redes sociais.   Leia mais em: Congelamento de óvulos

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